Defesa de Fernando o que desligamento da tornozeleira foi acidental e critica o rigor da Justiça
A defesa do ex-presidente Fernando Collor de Mello afirmou nesta segunda-feira (27) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o desligamento da tornozeleira eletrônica foi um acidente técnico, e não um descumprimento deliberado das medidas cautelares.
O esclarecimento foi feito após Moraes cobrar explicações sobre o motivo de o equipamento ter ficado sem bateria por mais de 36 horas.
Segundo o Centro de Monitoramento Eletrônico de Pessoas de Alagoas, o aparelho descarregou em 2 de maio, apenas um dia depois de ter sido colocado.
Os advogados de Collor alegaram que o problema ocorreu enquanto o ex-presidente ainda se adaptava ao uso da tornozeleira.
Em petição, afirmaram que “não há qualquer razão plausível para se cogitar que o peticionante, beneficiado com a prisão domiciliar humanitária, descumpriria intencionalmente as medidas cautelares já no primeiro dia”.
A defesa pediu que o episódio seja desconsiderado e que seja mantida a prisão domiciliar, sem a transferência para o sistema prisional.

Condenação e prisão domiciliar humanitária
Collor foi condenado em 2023 pelo STF a oito anos e dez meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionados a contratos da BR Distribuidora.
Em abril deste ano, Moraes determinou o cumprimento imediato da pena, e o ex-presidente chegou a ser levado para o Presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió.
Um dia depois, diante da comprovação de doenças graves, Moraes concedeu o benefício da prisão domiciliar por razões humanitárias.
