Documento encerra prazo da defesa antes do julgamento
A defesa do tenente-coronel Mauro Cid deve apresentar até esta terça-feira (29) as alegações finais na ação penal que apura tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Cid é delator no processo e foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A entrega do documento marca a etapa final do processo antes do julgamento pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Como colaborador, Cid é o segundo a se manifestar, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter apresentado seu parecer há 15 dias.
Ao firmar o acordo de delação, Cid solicitou benefícios como perdão judicial, ou pena reduzida a até dois anos com conversão em medidas alternativas, além da devolução de bens apreendidos com origem lícita, extensão de benefícios à família e entrada no programa de proteção à testemunha.
Nas alegações finais, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a condenação de todos os oito réus do chamado “núcleo 1”. Para Cid, a PGR defendeu a redução de um terço da pena, mas destacou que houve omissões e atitudes incompatíveis com a boa-fé.
Segundo a CNN, a defesa de Cid deve concentrar a estratégia em rebater o parecer da PGR para garantir os benefícios pactuados na colaboração premiada.
Após a manifestação da defesa de Cid, os outros sete réus terão 15 dias para entregar suas alegações finais.
Réus do núcleo 1:
- Jair Bolsonaro (ex-presidente);
- Mauro Cid (ex-ajudante de ordens e delator);
- Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor da Abin);
- Almir Garnier (ex-comandante da Marinha);
- Anderson Torres (ex-ministro da Justiça);
- Augusto Heleno (ex-ministro do GSI);
- Paulo Sergio Nogueira (ex-ministro da Defesa);
- Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil).
A manifestação da PGR foi recebida de forma positiva por outras defesas, que avaliam que ela reforça a tese de que Cid teria prestado delação seletiva e omitido informações nos depoimentos.
