Defesa de Bolsonaro tomará "medidas legais" após Moraes negar hospital
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Defesa de Bolsonaro tomará “medidas legais” após Moraes negar hospital

Alexandre de Moraes-Carlos Bolsonaro relata “muita preocupação” com Jair Bolsonaro durante madrugada
Foto: Reprodução

Compartilhe em

Foto do autor

Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Segundo defesa, decisão do ministro do STF “fere de morte o princípio da dignidade da pessoa humana”

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) classificou como violação de “direitos fundamentais” a decisão de Alexandre de Moraes de negar a transferência do ex-presidente ao hospital para exames após queda que teria causado “traumatismo craniano leve”.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Em nota, o advogado Paulo Cunha Bueno, que representa o ex-mandatário, afirmou que adotará “medidas legais cabíveis” diante da negativa do ministro do STF.

“A defesa está tomando as medidas legais cabíveis, e não esmorecerá diante de um estado de coisas que fere de morte o princípio da dignidade da pessoa humana, tão caro na legislação ocidental e onipresente no cuidado pelas Cortes Internacionais”, diz o advogado no comunicado.

De acordo com Bueno, a decisão de Moraes não se justifica, já que um trauma craniano “demanda investigação laboratorial, não sendo prudente limitar-se à investigação clínica nas dependências da Polícia Federal”.

A defesa ressalta a idade de Bolsonaro e comparou seu quadro ao do ex-presidente Fernando Collor, que cumpre prisão domiciliar. Ao menos 3 pedidos de domiciliar para Bolsonaro já foram negados por Moraes.

Cunha Bueno disse também que procedimentos cirúrgicos recentes de Bolsonaro foram realizados no Hospital DF Star, em Brasília, onde ele seria submetido aos exames após a queda. Ele destacou que, durante a internação, o ex-presidente não apresentou “qualquer indicação de intento de fuga”.

Bolsonaro caiu na madrugada de terça (06), batendo a cabeça em um móvel da cela na Superintendência da PF em Brasília. Ao negar a ida ao hospital, Moraes alegou que “não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”.

O ministro do Supremo também determinou que a defesa indique quais os exames necessários para que se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade