PL considera "incabível" rejeição de Moraes à prisão domiciliar de Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

PL considera “incabível” rejeição de Moraes à prisão domiciliar de Bolsonaro

Bolsonaro foi recentemente submetido a várias cirurgias após complicações de saúde. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Partido Liberal manifesta indignação após queda de ex-presidente na Superintendência da PF

O Partido Liberal (PL) se manifestou nesta terça-feira (06), expressando indignação após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofrer uma queda em sua cela na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília.

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A sigla também criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que rejeitou o pedido de prisão domiciliar para o ex-mandatário.

Em nota, o PL afirmou que considera “incabível” a decisão de Moraes, que mantém Bolsonaro preso em uma cela, apesar de seu quadro de saúde fragilizado.

“O Partido Liberal está inconformado com o acidente ocorrido com Jair Bolsonaro na cela da PF e, sendo o maior partido de direita do Brasil, registra a indignação de seus filiados e dá voz a milhões de cidadãos conservadores deste país que estão ao lado de Jair Messias Bolsonaro e sua família”, destacou o partido.

Bolsonaro foi recentemente submetido a várias cirurgias após complicações de saúde, incluindo sequelas de uma facada sofrida em 2018. O PL criticou a manutenção da prisão, alegando que a saúde do ex-presidente está “debilitada”.

“Estão mantendo encarcerado um homem com 70 anos de idade, recém-operado, com saúde debilitada em decorrência da facada que levou em 2018, em tentativa de assassinato político que até hoje encontra-se em investigação”, diz a nota do partido.

A defesa de Bolsonaro havia solicitado, em 31 de dezembro, que ele cumprisse pena em regime domiciliar devido à sua saúde, mas o pedido foi negado pelo STF. Na ocasião, Moraes alegou que não houve “agravamento” no estado de saúde do ex-presidente, como apontado por seus advogados, e que o quadro clínico era de “melhora”.

Em resposta ao acidente desta terça-feira, a defesa de Bolsonaro solicitou a realização de exames mais específicos, como tomografia e ressonância magnética.

No entanto, Moraes alegou que, de acordo com a PF, não havia necessidade de remoção imediata para o hospital, já que os ferimentos foram considerados leves. O ministro ainda afirmou que a defesa poderia agendar os exames, caso houvesse necessidade comprovada.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi a primeira a divulgar a informação sobre a queda, relatando que o ex-presidente teve uma crise de soluços enquanto dormia, o que provocou a queda e o impacto na cabeça.

Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e três meses de prisão após ser condenado por envolvimento na trama golpista de 2023.

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