Decreto de Lula empodera AGU sobre censura nas redes sociais
Brasília, Segunda, 20 de julho de 2026
Política

Decreto de Lula empodera AGU sobre censura nas redes sociais

Nova regra do Marco Civil autoriza órgão comandado por Jorge Messias a notificar plataformas sobre conteúdos ligados a políticas públicas

Lula assina decretos que ampliam poder do governo sobre redes sociais
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Redação

O governo do Lula ampliou o poder de atuação da Advocacia-Geral da União nas redes sociais ao publicar o decreto que regulamenta novas regras do Marco Civil da Internet. O texto atribui ao órgão chefiado por Jorge Messias a função de notificar plataformas digitais em casos considerados como publicidade enganosa envolvendo políticas públicas.

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Na prática, a AGU poderá acionar empresas de tecnologia quando entender que anúncios ou conteúdos patrocinados tratam de forma “enganosa, abusiva ou fraudulenta” ações do governo federal. O decreto também amplia as atribuições da Autoridade Nacional de Proteção de Dados na fiscalização das plataformas, incluindo temas ligados à moderação de conteúdo.

Nos bastidores políticos e jurídicos, a medida passou a ser vista como um “superpoder” concedido a Jorge Messias. O entendimento é que políticos, influenciadores e usuários que impulsionarem conteúdos críticos ao governo poderão entrar no radar da AGU.

Outro ponto que gerou reação envolve a possibilidade de remoção de conteúdos por via administrativa, sem participação direta do Congresso Nacional. Integrantes do meio político avaliam que o decreto amplia o alcance do Executivo sobre a circulação de informações nas plataformas digitais.

O texto também provocou reação das big techs. Empresas de tecnologia acionaram o Supremo Tribunal Federal para pedir revisão das novas regras.

O decreto foi editado após a derrota de Jorge Messias no Senado, onde teve o nome barrado para uma vaga no STF. Mesmo fora da Corte, o advogado-geral da União ganhou protagonismo na aplicação das novas regras sobre internet e redes sociais.

Em nota, a AGU negou que o decreto crie qualquer tipo de “superpoder”. O órgão afirmou que continuará atuando “na defesa das políticas públicas ameaçadas por desinformação deliberada”.

Segundo a AGU, haverá análise prévia antes de qualquer medida contra conteúdos ou publicações. O órgão também declarou que sua atuação seguirá baseada “no fortalecimento das liberdades constitucionais, incluindo a liberdade de expressão e de imprensa”.

O governo argumenta que a medida busca combater campanhas fraudulentas e proteger informações oficiais sobre programas públicos. Já críticos do decreto apontam risco de aumento da interferência estatal sobre conteúdos políticos nas redes sociais.

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