Decano do STF minimiza pressões políticas do governo Bolsonaro e apresenta tribunal como “herói”
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (22), durante o Congresso Internacional de Direitos Constitucionais em Brasília, que o Brasil possui “algo a apresentar ao mundo” em relação à sua experiência constitucional.
A fala acontece em meio a críticas de setores da sociedade sobre o papel do STF nos últimos anos e sua relação com o Executivo.
Mendes traçou uma linha do tempo do tribunal, começando por 2018, ano da eleição de Jair Bolsonaro (PL), que segundo ele marcou o início de ataques políticos ao STF.

O ministro disse que o tribunal foi alvo de pressões e ataques motivados por incompreensão do Estado de Direito, omitindo que muitos dos questionamentos sobre eleições e poderes do tribunal estavam alinhados à defesa da legalidade e da democracia.
O decano também destacou o período da pandemia de Covid-19 (2020-2022), afirmando que o STF precisou intervir para permitir que governadores adotassem medidas mais duras, sem considerar os efeitos das restrições sobre a economia e a liberdade individual.
“São fatos que integram a nossa história e falam do constitucionalismo em um contexto de crise. Superamos isso tudo”, disse Mendes.
