Crise do Master atinge negócios de Nelson Tanure
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Crise do Master atinge negócios de Nelson Tanure

Investigações sobre banco colocam empresário sob pressão e afetam patrimônio

Vorcaro chama Tanure de “comandante” e cita relógio

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Por Redação

O império do empresário Nelson Tanure enfrenta instabilidade em meio às investigações sobre possíveis ligações com o Banco Master. A defesa afirma que ele nunca foi sócio da instituição e manteve apenas relações comerciais como cliente. Documentos indicam investimentos de ao menos R$ 1,6 bilhão no banco desde 2020.

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Durante anos, Tanure investiu em mais de 200 empresas em dificuldades financeiras e construiu negócios em setores como petróleo e telecomunicações. Agora, com o avanço das apurações, autoridades congelaram parte de seus bens, houve restrição de crédito e ativos de empresas ligadas ao empresário registraram queda.

As investigações analisam se Tanure atuou como sócio oculto do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. O caso envolve uma série de transações financeiras que conectam o empresário ao banco.

Segundo documentos, veículos de investimento ligados a Tanure adquiriram títulos de dívida de uma holding cujo principal ativo era o Banco Master. Em seguida, ocorreram aumentos de capital na instituição em valores semelhantes.

A defesa sustenta que não houve participação societária direta ou indireta. Afirma ainda que os títulos não permitiam conversão em ações e que as operações seguiram padrões de mercado.

Outras operações também estão sob análise. Empresas ligadas ao empresário adquiriram títulos do Banco Master e de instituições associadas ao grupo. Em alguns casos, os recursos utilizados vieram de fundos administrados por gestoras que também são alvo de investigação por suspeita de lavagem de dinheiro.

A Comissão de Valores Mobiliários apontou indícios de atuação coordenada entre Tanure, o banco e outros agentes em operações envolvendo ações no mercado. Os envolvidos negam irregularidades.

Nos últimos meses, a pressão financeira aumentou. Credores passaram a executar garantias, e o empresário vendeu participações relevantes em empresas para honrar compromissos.

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