Crime organizado lucra mais com combustível do que com cocaína no Brasil, aponta estudo - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Crime organizado lucra mais com combustível do que com cocaína no Brasil, aponta estudo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Redação

O crime organizado no Brasil lucra mais com a venda irregular de combustível, ouro, cigarro e álcool do que com o tráfico de cocaína, de acordo com estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Em 2022, essas atividades movimentaram R$ 146,8 bilhões, enquanto o tráfico de cocaína gerou R$ 15 bilhões.

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Facções criminosas, antes restritas à lavagem de dinheiro, expandiram sua atuação para setores formais da economia, onde encontram vantagens financeiras e políticas. Além desses setores, o crime organizado também controla ao menos 18 outras áreas da economia, como transporte, mercado imobiliário e pesca.

O maior volume financeiro vem do setor de combustíveis e lubrificantes, que movimentou R$ 61,5 bilhões. O crime está presente em toda a cadeia produtiva, causando perdas anuais de R$ 14 bilhões em sonegação e R$ 15 bilhões em fraudes operacionais.

O PCC e outras facções têm participação ativa na adulteração de combustíveis. Em 2023, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) registrou 187 infrações por adulteração com metanol, o que representa um aumento de 73,5% em relação a 2022, quando houve 108 casos. Em 2020, esse número era bem menor, com apenas 37 infrações registradas.

Com cerca de 43 mil postos no país, parte do setor opera esquemas para sonegar impostos e ampliar lucros. Um dos métodos envolve a importação de álcool etílico hidratado, tributado como insumo industrial, mas desviado para abastecimento de postos. Empresas fantasmas são usadas para burlar a fiscalização.

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