CPMI do INSS ouve ministro da CGU e vota 97 pedidos
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CPMI do INSS: ministro da CGU será ouvido hoje

PT processa cinco parlamentares da CPMI do INSS por falas que associam Lula e o partido a desvios de aposentadorias; ações pedem R$ 30 mil por danos morais.
PT processa cinco parlamentares da CPMI do INSS por falas que associam Lula e o partido a desvios de aposentadorias; ações pedem R$ 30 mil por danos morais.

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Por Marília Rodrigues

Colegiado recebe Vinicius Marques de Carvalho nesta quinta (2) e delibera uma pauta extensa ligada às fraudes contra aposentados

A CPMI do INSS se reúne nesta quinta-feira (2) para votar requerimentos e ouvir o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius Marques de Carvalho, convidado a detalhar auditorias e medidas adotadas pelo órgão contra fraudes em descontos associativos de aposentados e pensionistas.

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Segundo o Senado e a Câmara, a pauta inclui 97 requerimentos — como convocações, quebras de sigilo e pedidos de documentos relacionados às investigações. A sessão é interativa, com participação via e-Cidadania.

A CGU participa desde abril da Operação “Sem Desconto”, deflagrada com a Polícia Federal para apurar o esquema nacional de descontos indevidos em benefícios. Carvalho falará na condição de convidado do colegiado.

Ontem, a comissão prendeu em flagrante o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, durante depoimento, fato que acirrou os ânimos e deixou o ambiente político mais tenso para a oitiva desta quinta. A presidência da CPMI é do senador Carlos Viana (MG)

Quem poderá ser convocado

Entre os 97 requerimentos pautados, há novo pedido de transferência de sigilo contra o advogado Nelson Wilians. Na semana passada, a CPMI aprovou prisão preventiva e quebras dos sigilos bancário e fiscal do advogado. Ele já foi ouvido pelo colegiado, mas se recusou a responder parte das perguntas. Wilians foi alvo de operação da PF, que solicitou sua prisão, não autorizada pelo STF.

Novos requerimentos miram o empresário Maurício Camisotti, preso desde 12 de setembro. Embora um habeas corpus do STF o tenha desobrigado a comparecer ao colegiado, a comissão pautou ouvir o investigado nas dependências do Departamento de Polícia Federal. Camisotti já teve convocação, prisão preventiva e quebra de sigilos aprovadas.

Também foram pautados 13 pedidos para convocar Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, servidor afastado que atuou como procurador-geral do INSS. Os parlamentares também devem analisar a quebra de sigilo telemático do ex-procurador.
A esposa dele, Thaisa Hoffmann Jonasson, é alvo de oito pedidos de convocação e de quebras de sigilo telemático e telefônico.

Constam ainda requerimentos de convocação para Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador geral de Pagamentos e Benefícios, e Jobson de Paiva Silveira Sales, ex-diretor de Atendimento.

Acompanhe ao vivo:

Os parlamentares devem decidir hoje sobre novos pedidos de convocação e diligências. A expectativa é que, após a oitiva da CGU, o foco avance sobre a cadeia de responsabilidades no INSS e nos entes privados citados nos descontos não autorizados.

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