CPMI do INSS vota hoje pedido de prisão preventiva de Tonia Galleti
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CPMI do INSS vota hoje pedido de prisão preventiva de Tonia Galleti

O requerimento acusa Tonia de cometer falso testemunho ao prestar depoimento ao colegiado em 20 de outubro.
O requerimento acusa Tonia de cometer falso testemunho ao prestar depoimento ao colegiado em 20 de outubro. Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Deputados do PL acusam ex-diretora do Sindnapi de falso testemunho em investigação sobre fraudes

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai votar nesta quinta-feira (27) o pedido de prisão preventiva contra Tonia Andrea Inocentini Galleti, diretora jurídica do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) e ex-integrante do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).

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O requerimento, apresentado por deputados do Partido Liberal, incluindo Coronel Chrisóstomo (RO), Coronel Fernanda (MT), Zé Trovão (SC), Fernando Rodolfo (PE) e Bia Kicis (DF), entrou na pauta agora há pouco e acusa Tonia de cometer falso testemunho ao prestar depoimento ao colegiado em 20 de outubro.

Segundo o documento, ela afirmou que José Ferreira da Silva, o “Frei Chico”, vice-presidente do Sindnapi e irmão do presidente Lula (PT), assumiu cargo diretivo apenas em 2021, contrariando declaração anterior feita em vídeo no YouTube em abril, quando disse que ele era diretor desde 2008.

A CPMI investiga supostos desvios e fraudes em descontos associativos de aposentados e pensionistas do INSS, que teriam movimentado bilhões de reais entre 2019 e 2024.

Entre os alvos do esquema estão familiares de Tonia e de outros dirigentes de entidades envolvidas, com repasses de milhões de reais para empresas ligadas aos investigados.

O requerimento argumenta que a manutenção da liberdade da testemunha poderia representar risco à ordem pública, à instrução criminal e à preservação de provas.

Em seu depoimento, Galleti, que contava com habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, garantindo seu direito de permanecer em silêncio sobre perguntas que pudessem incriminá-la, afirmou que denunciou irregularidades desde 2019 a autoridades do Ministério da Previdência e ao Instituto Nacional do Seguro Social.

Ela atribuiu o aumento expressivo de filiados e de descontos a ações legítimas do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, negando qualquer fraude ou manipulação de documentos de associados.

“Todas as entidades honestas vão ser colocadas no mesmo balaio dos picaretas. Vocês estão matando o mensageiro”, disse a diretora jurídica durante a sessão.

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