CPMI aprova quebra de sigilo bancário e telefônico de Careca
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CPMI aprova quebra de sigilo bancário e telefônico de Careca do INSS

Careca do INSS. CPMI do INSS ouve nesta quinta o “Careca do INSS”; preso desde 12/9, ele decidiu depor após convocação da esposa e do filho.
CPMI do INSS ouve nesta quinta o “Careca do INSS”; preso desde 12/9, ele decidiu depor após convocação da esposa e do filho.

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Por Isac Mascarenhas

Stefanutto também terá sigilos quebrados; Lupi fica de fora após acordo com governo com oposição

A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (11) a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Antunes é apontado pelas investigações como facilitador do esquema que desviou milhões de reais de aposentados e pensionistas. Ele é esperado para depor na CPMI na próxima segunda-feira (15).

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Segundo a Polícia Federal (PF), empresas ligadas ao “Careca do INSS” teriam atuado como intermediárias financeiras para as associações investigadas na fraude. A PF afirma que as empresas de Antunes recebiam dinheiro dessas entidades e, posteriormente, repassavam os valores a pessoas ligadas às associações ou a servidores do INSS.

As investigações indicam que o “Careca do INSS” recebeu R$ 53 milhões de associações de aposentados e pensionistas, com mais de R$ 9 milhões transferidos para pessoas ligadas ao órgão.

Além de Antunes, a CPMI também quebrou os sigilos de Alessandro Stefanutto, afastado do comando do INSS após a operação da Polícia Federal que revelou o esquema de desvios.

Stefanutto era apadrinhado pelo ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, que pediu demissão do cargo em meio ao desgaste da apuração da PF.

As quebras de sigilo aprovadas pelo colegiado também miram Danilo Trento, que teria atuado junto ao ex-procurador-geral do INSS Virgílio de Oliveira Filho na fraude.

No entanto, requerimentos que pediam a transferência de informações bancárias e fiscais do ex-ministro Carlos Lupi foram retirados da pauta, em um acordo entre lideranças da oposição e do governo.

A comissão também quebrou os sigilos fiscal e bancário de entidades investigadas por descontos fraudulentos na Previdência.

Segundo o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), as informações deverão abranger o período entre a assinatura do acordo de cooperação das entidades com o INSS e 2025.

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