Depoimentos incluem ex-servidores, presidentes de associações e dirigentes sindicais
A CPMI do INSS definiu, nesta quinta-feira (23), o calendário das próximas nove oitivas que ocorrerão entre 27 de outubro e 17 de novembro. A lista inclui ex-servidores, ex-ministros e dirigentes de associações investigadas por envolvimento em fraudes em descontos sobre benefícios previdenciários.
O ex-ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, será ouvido no dia 6 de novembro. O colegiado decidiu convidar todos os titulares da pasta da Previdência que ocuparam o cargo desde 2015.
O primeiro depoimento será de Alexandre Guimarães, ex-diretor de Governança, Planejamento e Inovação do INSS, em 27 de outubro. Segundo as investigações, Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, teria transferido mais de R$ 2 milhões via Pix para empresas ligadas a Guimarães.
No mesmo dia, será ouvida Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da AAPEN e da AAPB, associações de aposentados citadas pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto. O relatório aponta movimentações financeiras atípicas e gastos incompatíveis com a renda declarada.
No dia 28 de outubro, depõem Domingos Sávio de Castro, sócio de empresas de call center, e Henrique Traugott Binder Galvão, piloto que teria realizado voos em aeronaves da Conafer, entidade investigada por uso de laranjas em esquemas de fraude.
Em 3 de novembro, será ouvido Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da CBPA (Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura), apontado como articulador de um sistema de falsificação de filiações em massa para obtenção de ganhos ilegais.
Na semana seguinte, 10 de novembro, prestará depoimento Aristides Veras dos Santos, presidente da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura). A entidade aderiu ao modelo de descontos diretos em proventos de aposentados e defendeu sua manutenção em instâncias administrativas e políticas.
Em 13 de novembro, a CPMI ouvirá o advogado Eric Douglas Martins Fidelis, filho do ex-diretor de benefícios do INSS André Fidelis, suspeito de ter recebido propinas de operadores do esquema.
A última oitiva será em 17 de novembro, com Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios do INSS, afastado do cargo após operação da PF. O colegiado chegou a aprovar pedido de prisão preventiva contra ele, que recorreu ao STF com habeas corpus.
O plano de trabalho apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL) prevê que a CPMI funcione até 28 de março de 2026.
Quer que eu monte a versão com subtítulos internos, no padrão de portal (para leitura em site e SEO), destacando nomes e datas das oitivas em tópicos? Isso deixaria o texto pronto para publicação.
