Conselho de Ética abre dois novos processos contra Janones na Câmara
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Conselho de Ética abre dois novos processos contra Janones na Câmara

O parlamentar terá dez dias úteis para apresentar defesa e indicar testemunhas
O parlamentar terá dez dias úteis para apresentar defesa e indicar testemunhas. Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Deputado já cumpriu suspensão por ofensas a colega e agora terá dez dias para apresentar defesa

O deputado federal André Janones (Avante-MG) terá de responder a dois novos processos disciplinares no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados.

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A votação foi realizada na quarta-feira (3) e o parlamentar será notificado do resultado e terá dez dias úteis para apresentar defesa e indicar testemunhas.

As representações contra Janones incluem acusações de ofensas ao também deputado Gustavo Gayer (PL-GO), a quem teria chamado de “assassino”, “corrupto” e “drogado”, e de falso testemunho em outro processo que apura supostas irregularidades no gabinete do deputado, relacionadas à prática de “rachadinha” — cobrança de parte dos salários de funcionários.

O advogado de Janones, Paulo Lemos, contestou a acusação de falso testemunho, argumentando que o deputado apenas se defendeu.

“Não há ato ilícito se, em sua defesa, um parlamentar responde a questionamentos de forma não precisa”, afirmou Lemos durante a reunião do Conselho.

Janones já havia sido alvo de outra representação, apresentada pela Mesa Diretora, que resultou em suspensão de três meses por ter ofendido o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante discurso na tribuna.

Segundo o relator do caso, deputado Gustinho Ribeiro (Republicanos-SE), a punição aplicada foi considerada suficiente, não sendo necessária nova sanção.

Além de Janones, o Conselho arquivou processos contra os deputados Guilherme Boulos (Psol-SP), atualmente licenciado para ocupar cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência, e do líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), que enfrentavam acusações de ofensas a parlamentares do PL.

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