O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados abriu um processo para analisar, de forma definitiva, a conduta do deputado Gilvan da Federal (PL-ES). Atualmente, ele está com o mandato suspenso até agosto por ofensas dirigidas à ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. O pedido foi feito em maio pela Mesa Diretora da Casa, que também solicitou a suspensão cautelar do mandato do parlamentar.
Os insultos foram proferidos no final de abril, durante uma reunião da Comissão de Segurança Pública que contava com a presença do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Na mesma ocasião, Gilvan também fez referências ao líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), presente na comissão.
Na ocasião, Gilvan afirmou: “Na época em que esse ex-presidiário [o presidente Lula] foi preso, eu estava na Polícia Federal, e chovia ataques à PF pelo pessoal do PT. Por exemplo, da [então] senadora Gleisi Hoffmann. Hoje, elogiam a PF porque temos um diretor-geral petista. Na Odebrecht, existia uma planilha de pagamento de propina a políticos. Eu citei aqui o nome Lindinho [Lindbergh] e Amante [Gleisi], que devia ser uma prostituta do caramba. Teve até deputado que se revoltou. Ou seja, a carapuça serviu’.