Comissão deve aprovar PEC do fim da escala 6x1 sem mudanças na transição, diz Alencar Santana
Brasília, Terça, 14 de julho de 2026
Política

Comissão deve aprovar PEC do fim da escala 6×1 sem mudanças na transição, diz Alencar Santana

Presidente do colegiado afirma que texto está “fechado” e prevê votação favorável para reduzir jornada semanal de 44 para 40 horas

Alencar Santana - Esquerda controla comissão especial da PEC que proíbe escala 6x1
Alencar Santana (PT-SP). Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

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Por Redação

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 deve votar, nesta quarta-feira (27), o parecer sem alterações nas regras de transição previstas no texto. A avaliação é do presidente do colegiado, Alencar Santana (PT-SP), que afirmou esperar uma aprovação com ampla maioria.

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Segundo o parlamentar, não há previsão de mudanças no relatório elaborado por Leo Prates (Republicanos-BA), mesmo diante de pressões para ampliar o período de adaptação das empresas às novas regras trabalhistas.

“O texto não vai ser alterado. Não tem alteração em termos de transição, essas coisas, não haverá”, afirmou Alencar ao jornal O Globo.

A proposta estabelece a redução da jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso por semana. O parecer prevê que as novas regras comecem a entrar em vigor 60 dias após a promulgação da PEC.

Pelo cronograma apresentado, a jornada teria uma redução inicial imediata de duas horas por semana. As duas horas restantes seriam cortadas de forma gradual ao longo dos 12 meses seguintes.

O modelo de transição se tornou um dos principais focos de debate durante a tramitação da proposta. Nos bastidores, representantes do setor produtivo defenderam um prazo mais amplo para adaptação das empresas, argumentando que a mudança exigiria ajustes operacionais e financeiros.

Apesar das divergências, Alencar minimizou o impacto das resistências e disse acreditar que a votação terá resultado positivo. “(Resistência tem) de bastidor, mas existe. Mas creio que na hora do voto, vai votar”, declarou.

A análise da PEC havia sido adiada após um pedido de vista apresentado na comissão. O projeto é tratado como uma das pautas prioritárias do governo do presidente Lula (PT) e foi alvo de articulações entre o Palácio do Planalto e a presidência da Câmara.

Questionado sobre a possibilidade de acordos para reduzir tentativas de obstrução, Alencar afirmou que não houve negociação específica. “Não teve acordo. Não tem muito o que a gente possa fazer. O texto está perfeito. Vamos conversar com a turma, e quem for contrário, que se manifeste”, disse.

Sobre a tramitação nas próximas etapas, o deputado demonstrou confiança em relação ao andamento da matéria na Câmara, mas evitou projetar cenários no Senado. “Vamos primeiro pensar na Câmara, mas creio que a Câmara vai aprovar rápido”, afirmou.

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