Pacheco: "O novo Código Civil será resultado de uma construção coletiva"
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Pacheco: “O novo Código Civil será resultado de uma construção coletiva”

Senado discute atualização do Código Civil em audiências públicas; proposta de Pacheco recebe apoio de especialistas e levanta debate sobre representatividade. Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado
Senado discute atualização do Código Civil em audiências públicas; proposta de Pacheco recebe apoio de especialistas e levanta debate sobre representatividade. Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado

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Por Redação

Proposta avança no Senado com participação majoritária de defensores da reforma.

O Senado abriu na noite de quinta-feira (9) uma nova série de discussões sobre o projeto de modernização do Código Civil, legislação em vigor desde 2002. O texto, de autoria do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), prevê a atualização de mais de 900 artigos e a inclusão de 300 novos dispositivos legislativos.​

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A proposta é fruto do trabalho de uma comissão de juristas liderada pelo vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Luis Felipe Salomão, e tem como relator do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Na primeira audiência, a audiência contou com a participação da maioria dos nomes favoráveis à reforma.

Os ministros Marco Bellizze e Luis Felipe Salomão e o senador Rodrigo Pacheco — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Os ministros Marco Bellizze e Luis Felipe Salomão e o senador Rodrigo Pacheco — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

“O papel do Congresso é aprimorar o texto elaborado pelos especialistas, com respeito ao trabalho técnico, mas atento às novas realidades da sociedade”, disse Pacheco.

O ministro Luis Felipe Salomão reforçou a necessidade de adequar as normas civis aos novos padrões, citando avanços na engenharia genética e nas formas de comunicação. “As transformações na engenharia genética, nas formas de comunicação e nos arranjos familiares tornam urgente a atualização das regras que regem as relações civis”, avaliou.

A reforma também propõe a criação de um livro dedicado ao direito digital, incluindo regras sobre testamento eletrônico, documentos digitais e identidades virtuais. O ministro Marco Aurélio Bellizze, do STJ, mencionou que “a inclusão desse tema no Código Civil ‘é um passo inédito no mundo’”.

O relator Veneziano Vital do Rêgo frisou que o processo de discussão será amplo e aberto à sociedade civil e à comunidade jurídica. Segundo Pacheco, “o novo Código Civil será resultado de uma construção coletiva”.

Mudança em quase metade do código

O atual Código Civil brasileiro está em vigor desde 2002. O anteprojeto propôs a alteração ou a revogação de 897 artigos, quase metade dos 2.063 que compõem os direitos dos cidadãos em vigor, e o acréscimo de mais de 200 dispositivos.

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