Cleitinho articula PEC para barrar decisão de Gilmar
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Cleitinho articula PEC para barrar decisão de Gilmar

Cleitinho espera obter as sete restantes até o final do dia para protocolar oficialmente a proposta até quinta-feira (4)
Cleitinho espera obter as sete assinaturas restantes até o final do dia para protocolar oficialmente a proposta até quinta-feira (4). À tribuna, em discurso, senador Cleitinho (Republicanos-MG). Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Parlamentar afirma que medida do ministro do STF “fecha o senado”

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) anunciou nesta terça-feira (3) que está reunindo assinaturas para apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reverter a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que suspendeu trecho da lei do impeachment.

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Para Cleitinho, a decisão “fecha o Senado” e limita o papel da Casa na fiscalização de ministros do STF.

“A prerrogativa maior do Senado, além de legislar, é fiscalizar os ministros do STF, inclusive para poder denunciar e até propor impeachment. O que ele está fazendo agora é deixando só a PGR com essa função. Nem a população brasileira, que também tem legitimidade, poderá atuar”, disse o senador.

A decisão, tomada de forma monocrática nesta manhã, restringiu a legitimidade para apresentação de pedidos de impeachment contra ministros do STF exclusivamente à Procuradoria-Geral da República (PGR).

A medida suspendeu dispositivos da Lei 1.079/1950, que permitiam a qualquer cidadão brasileiro protocolar pedidos desse tipo. Além disso, a liminar impede que o mérito de decisões judiciais seja usado como fundamento para solicitações de impeachment.

A PEC já conta com cerca de 20 assinaturas, e Cleitinho espera obter as sete restantes até o final do dia para protocolar oficialmente a proposta até quinta-feira (4). Segundo ele, não há resistência significativa entre os colegas, e a adesão vem principalmente de parlamentares da oposição.

O senador também ressaltou que o clima no Senado é de consternação e indignação.

“Desde as 14 horas, todos os senadores estão se posicionando contra essa decisão. Quem faz a legislação aqui somos nós, não eles”, afirmou.

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