Para Vilardi, depoimento enfraquece acusação de que houve plano golpista articulado por Bolsonaro
O advogado Celso Vilardi, que defende Bolsonaro, reagiu ao depoimento do tenente-coronel Mauro Cid nesta segunda-feira (10) no STF, afirmando que o ex-ajudante de ordens apresentou “memória seletiva”. Para a defesa do ex-presidente, as falas de Cid não sustentam a narrativa de uma articulação golpista e, ao contrário, ajudam a desarmar as acusações.
“Ele tem uma memória absolutamente seletiva. Lembra de alguns fatos, esquece de outros”, disse Vilardi, destacando que o próprio Cid negou ter falado com Bolsonaro sobre qualquer operação ou plano fora da legalidade.
Segundo o advogado, o militar foi incapaz de explicar termos que vêm sendo usados como supostos códigos para a conspiração.
“Hoje ele disse que não sabe o que é punhal verde-amarelo, também não sabe o que é operação Luneta, também não sabe o que é Copa 22”, afirmou Vilardi.
O defensor ressaltou que Cid confirmou que “nunca comentou com o presidente as reuniões” e que Bolsonaro sempre se manifestou dentro dos limites constitucionais.
“Disse que o presidente ia agir dentro das quatro linhas da Constituição. É isso que houve”, reforçou.
Vilardi considerou o depoimento “ótimo” para a defesa, com exceção de um único ponto que será analisado no processo.
“A audiência foi ótima e vai ser explorada no decorrer da prova. E amanhã o presidente vai prestar os votos claríssimos”, afirmou, referindo-se ao depoimento agendado de Jair Bolsonaro.
Celso Vilardi conversou com jornalistas após os depoimentos no STF nesta segunda-feira (9) e disse que Mauro Cid tem “memória seletiva”. O advogado de Bolsonaro também disse que o depoimento foi ótimo para a defesa e será usado amanhã. pic.twitter.com/T9Mfkz7fai
— PortaldoDantas (@PortaldoDantas) June 9, 2025
