Ele ainda disse que não há “preparação” para prisão e nega ilegalidade em ações pós-eleição
Durante uma pausa no andamento dos depoimentos do inquérito que investiga a suposta tentativa de golpe, Bolsonaro comentou brevemente sua relação com o tenente-coronel Mauro Cid e a possibilidade de vir a ser preso.
Questionado sobre o vínculo com Cid, o ex-presidente desconversou e citou a relação que tem com o pai dele por terem sido da mesma turma no Exército.
“Eu falei filho, porque o pai dele é da minha turma, de artilharia, tá? Ele [Cid] Foi meu auxiliar por quatro anos”.
Mesmo diante das investigações e delações, Bolsonaro não demonstrou ressentimentos: “Eu não tenho problema com ele”.
No entanto, evitou entrar em detalhes acerca das falas de Cid ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.
“Vocês estão acompanhando o que tá acontecendo”.
Indagado sobre como se prepararia para uma eventual prisão, Bolsonaro respondeu: “Não tem preparação pra nada, não tem por que me condenar. Eu tô com a consciência tranquila”.
Sobre o polêmico decreto que circulou entre aliados no fim de 2022, o ex-presidente minimizou o teor conspiratório.
“Quando falam o tempo todo, ‘assinar o decreto’. Não é assinar o decreto, pessoal. O primeiro passo é convocar os conselhos da República e da Defesa. E isso foi feito”.
