Chiquini acusa Moraes de censura em caso de Filipe Martins
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Chiquini diz que destituição da defesa é “a maior tirania da história do Brasil”

Jeffrey Chiquini acusa Alexandre de Moraes de censura após ser destituído da defesa de Filipe Martins e critica “tirania” no STF.
Jeffrey Chiquini acusa Alexandre de Moraes de censura após ser destituído da defesa de Filipe Martins e critica “tirania” no STF.

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Advogado critica decisão de Moraes que nomeou a Defensoria Pública para Filipe Martins

O advogado Jeffrey Chiquini reagiu à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o destituiu da defesa de Filipe Martins e nomeou a Defensoria Pública da União (DPU) para representá-lo. Em publicação nas redes sociais, Chiquini afirmou que Moraes tenta “calar a defesa” e classificou a medida como uma tentativa de censura.

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“Me removeu da defesa do Filipe Martins porque não quer ser confrontado com verdades. Não é a primeira vez que Alexandre de Moraes tenta me calar. Em audiência, o próprio ministro chegou a silenciar o meu microfone, como se pudesse simplesmente desligar a verdade e calar a defesa com uma tecla do mouse”, escreveu.

Chiquini disse que vem “enfrentando com a lei as arbitrariedades e injustiças” e que sua destituição representa “uma tentativa de censurar uma defesa que se recusa a se curvar à maior tirania e injustiça já instalada na história do Brasil”. Segundo ele, “a última vez que um advogado foi destituído de um processo dessa forma foi em 1956”.

O advogado questionou os fundamentos da decisão e afirmou que Moraes tenta impedir o questionamento de provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). “Sabe por que Moraes quer silenciar a defesa de Filipe Martins? Porque durante todo o tempo, Fábio Shor, Paulo Gonet e Alexandre de Moraes têm utilizado os registros de entrada como prova infalível de crime, como se o simples fato de alguém entrar no seu local de trabalho fosse prova de que ela participou das supostas reuniões golpistas”, declarou.

Ele disse que, ao pedir perícia técnica e a cadeia de custódia dos registros, foi destituído do processo. “Por que tanta proteção aos registros de entrada sem cadeia de custódia e sem perícia? O relator não está seguro da integridade da prova? Mas, ao invés de buscar tirar essa dúvida, destitui os advogados que questionam? Por quê? O regime está de mãos dadas contra a verdade!”, escreveu.

Chiquini também rebateu versões divulgadas por veículos de imprensa sobre o caso. “Parte da imprensa que está no PIX do regime está mentindo ao afirmar que a defesa do Filipe Martins perdeu prazo. MENTIRA a serviço do sistema tirânico. Não perdemos prazo algum. Cumprimos o prazo à risca. Quem perdeu o prazo foi a PGR, que apresentou elementos novos após o encerramento da fase de instrução e tentou modificar, de novo, a denúncia. Mas, em vez de punir a acusação, o juiz puniu a nossa defesa”, afirmou.

Em outro trecho, o advogado ironizou a repercussão da medida. “Viram que um Ministro do STF destituiu a defesa constituída de um acusado, sem qualquer motivo legal, do processo mais inconstitucional e injusto da história do Brasil, na vida real? Por incrível que pareça, estamos vivendo arbitrariedades mais esdrúxulas do que as já vistas em novelas. Estou no aguardo de uma notinha.”

Na decisão, Moraes justificou que os advogados Ricardo Scheiffer Fernandes e Jeffrey Chiquini agiram de forma “inusitada” ao não apresentar as alegações finais no prazo legal. Por isso, determinou que a Defensoria Pública da União assumisse a defesa de Filipe Martins.

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