CGU registra mais de 3,7 mil denúncias de descontos indevidos em aposentadorias do INSS - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

CGU registra mais de 3,7 mil denúncias de descontos indevidos em aposentadorias do INSS

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

A Controladoria-Geral da União (CGU) recebeu 3.744 denúncias de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS entre janeiro de 2023 e abril de 2025. Todas envolvem repasses não autorizados a sindicatos e associações, e resultaram na abertura de processos administrativos.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Para comparação, nenhuma denúncia do tipo foi registrada durante o governo anterior. Os primeiros casos surgiram no início de 2023, período em que a CGU também abriu investigações sobre o esquema.

Nesta quarta-feira (24), a CGU e a Polícia Federal deflagraram a operação Sem Desconto, voltada ao combate de fraudes em descontos associativos não autorizados. Segundo os investigadores, entre 2019 e 2024, aposentados e pensionistas foram cobrados em R$ 6,3 bilhões por sindicatos. Há indícios de falsificação de assinaturas, inclusive de analfabetos e idosos com doenças incapacitantes.

O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado por decisão judicial e teve gabinete e residência vasculhados pela PF. À noite, foi demitido pelo presidente Lula.

Após a operação, o governo suspendeu todos os convênios para descontos de mensalidades sindicais em aposentadorias e pensões, inclusive os que não estão sob investigação.

“A administração, por cautela, vai suspender, vai dar um freio de arrumação e examinar o quadro para regularizar o desconto”, disse o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Ele também informou que os descontos ainda podem ocorrer na folha de maio, já em processamento, mas os valores não serão repassados às entidades.

Até agora, cerca de 180 mil beneficiários já solicitaram reembolso, mas o número de vítimas pode ser bem maior. Lewandowski afirmou que mais aposentados lesados poderão ser ressarcidos. A Advocacia-Geral da União (AGU) criou um grupo especial para buscar a devolução dos valores desviados.

 

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade