Um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para barrar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), decretado pelo governo Lula, ganha apoio entre deputados e senadores de centro-direita. A mobilização contra a medida intensificou-se após declarações do ministro da Fazenda Fernando Haddad, que geraram desconforto no Congresso.
Haddad criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele “terceirizou o governo para o Congresso” e sugeriu a existência de um “quase parlamentarismo” no Brasil, com o Legislativo decidindo questões fiscais. As declarações irritaram parlamentares, que agora veem no PDL uma resposta política ao governo.
Na segunda-feira (26), o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) usou as redes sociais para criticar o aumento de impostos. “O governo não pode gastar sem limites e transferir a conta para o Congresso. O Brasil não precisa de mais impostos”, declarou, em recado direto ao ministro.
O tema entrará na pauta da reunião de líderes partidários na quinta-feira (28). Apesar da insatisfação, aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira, acreditam que Motta evitará avançar o PDL para não impor uma derrota direta ao governo. O Planalto confia na relação entre Motta e Haddad para frear a votação do projeto.
Para conter a pressão, o governo alerta que a derrubada do decreto pode levar a cortes em emendas parlamentares, estratégia usada para desmobilizar os apoiadores do PDL.
