CCJ aprova cadastro de invasões de propriedades
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CCJ aprova criação de cadastro nacional de invasões de propriedades

A aprovação na CCJ consolida a pauta de rastreio de invasões; a disputa agora é política — recurso ou envio imediato — e regulatória, sobre como operará o acesso aos dados.

Compartilhe em

Foto do autor

Por Marília Rodrigues

Texto da Câmara prevê base de dados com ocorrências e identificação dos envolvidos

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou o projeto que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades públicas e privadas. A relatoria é de Bia Kicis (PL-DF), sobre o PL 4432/2023, de Rodolfo Nogueira (PL-MS). A votação terminou em 37 votos a favor e 15 contra. Pela tramitação, o texto segue ao Senado, exceto se houver apresentação de recurso para análise no plenário.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O projeto determina que autoridades de segurança pública façam o registro dos envolvidos nas invasões, com anexação de boletins de ocorrência e antecedentes criminais. O cadastro também deve ter o endereço do imóvel, situação cartorária e identificação de proprietários ou posseiros.

Bia Kicis recomendou a aprovação do textoFonte: Agência Câmara de Notícias
Na CCJ, a relatora Bia Kicis recomendou a aprovação do texto.
Fonte: Agência Câmara de Notícias

A justificativa da relatoria é que a base de dados ajudaria a identificar padrões de comportamento e a orientar medidas preventivas para evitar novas invasões. Regulamentação posterior definirá coleta de dados adicionais e regras de credenciamento para registro e consulta.

Opositores questionam decisão da CCJ

Parlamentares governistas criticaram a proposta. Erika Kokay (PT-DF) afirmou que a medida “criminaliza movimentos sociais”. Já a oposição sustenta que a base nacional dá transparência e reforça a proteção à propriedade.

Sem recurso com assinaturas suficientes, o projeto segue ao Senado. Caso haja recurso, a Mesa decidirá sobre levar o tema ao plenário da Câmara. Se aprovado nas duas Casas e sancionado, o Executivo deverá regulamentar o sistema (coleta, acesso e integração com órgãos de segurança).

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade