O Ministério Público (MP) denunciou à Justiça seis acusados pelo assassinato de Vinicius Gritzbach, delator do PCC, morto a tiros em novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O MP também pediu a conversão das prisões temporárias em preventivas.
Além do homicídio de Gritzbach, três policiais militares e três civis foram denunciados pelo assassinato de um motorista de aplicativo, vítima de bala perdida, e por duas tentativas de homicídio contra pessoas feridas por estilhaços.
Os PMs Denis Martins e Ruan Rodrigues são acusados de usar fuzis na execução. O tenente Fernando Genauro teria auxiliado na fuga. Os três estão presos.
Kauê Amaral foi apontado como “olheiro”, enquanto Emílio Gongorra, o “Cigarreira”, e Diego Amaral, o “Didi”, são apontados como mandantes e estão foragidos.
A Polícia Civil concluiu que o crime foi motivado por “vingança. Gritzbach”, que lavava dinheiro para o PCC no setor imobiliário, delatou conexões entre policiais e a facção.
De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), “Cigarreira” ordenou o crime para vingar Anselmo Santa Fausta, o “Cara Preta”, morto em 2021.
O inquérito, com mais de 5 mil páginas, indicia os envolvidos por homicídio quintuplamente qualificado, citando agravantes como motivo torpe, uso de armas restritas e emboscada. Os investigadores apontam que os policiais assumiram o risco de matar inocentes ao atirar no desembarque do aeroporto.
Em fevereiro, a Justiça tornou réus 12 suspeitos, incluindo oito policiais civis, por envolvimento com o PCC, lavagem de dinheiro, tráfico e corrupção. O Gaeco aponta que eles favoreciam a facção.
