Caso Débora: Defesa elogia voto de Fux e critica falta de "individualização" na condenação - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Caso Débora: Defesa elogia voto de Fux e critica falta de “individualização” na condenação

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Durante o programa ALive, do jornalista Claudio Dantas, nesta terça-feira (29), a advogada Taniéli Telles afirmou que a decisão da 1ª Turma do STF, que condenou sua cliente, Débora Rodrigues, a 14 anos de prisão por escrever a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça” durante o 8 de Janeiro, foi desproporcional e desconsiderou a conduta individual da cabeleireira.

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“Se existisse a individualização da conduta nesses processos, o máximo que a Débora poderia ser condenada seria realmente exatamente de acordo com o voto do Fux”, afirmou Telles, ao elogiar o posicionamento do ministro, que divergiu da maioria do colegiado:

“Eu preciso reconhecer aqui o voto do Fux. Ele é um voto brilhante. O voto do Fux reflete tudo aquilo que nós [defesa] estamos falando há mais de 2 anos [sobre o caso]: não existe individualização da conduta”.

Telles também questionou a base probatória da condenação da cabeleireira: “Você precisa analisar as provas que foram produzidas durante a instrução processual e se aquelas provas corroboram com o que está descrito na denúncia, que, no caso da Débora, isso não reflete a realidade”.

Sobre o voto da ministra Cármen Lúcia, que acompanhou os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, a advogada disse ter recebido com indignação: “A gente amargou, na sexta-feira, aquela sensação de engasgo, soco no estômago […]. E a Débora hoje está condenada a 14 anos. Há uma chance de retornar ao cárcere, algo que eu acredito que não vá acontecer”.

“Diante do cenário absurdo que nós estamos vivendo hoje, se eu não mantiver o otimismo, o que nos resta? Se nós não temos justiça?”, questionou Taniéli, que acrescentou: “Nós vamos lutar para que ela consiga trabalhar, consiga estudar, mas isso não muda a injustiça que foi cometida com essa menina”.

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