Ex-presidente passou por cirurgia de hérnia em Brasília sob vigilância permanente determinada pelo STF
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais nesta quinta-feira (25) para criticar o esquema de segurança adotado pela Polícia Federal durante a internação e a cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), realizada em um hospital particular de Brasília.
Segundo ele, a quantidade de agentes mobilizados extrapolou limites razoáveis e criou um ambiente de intimidação.
Na publicação, Carlos afirmou que o aparato policial montado para acompanhar o procedimento cirúrgico foi exagerado.
“O número de policiais mobilizados para acompanhar o procedimento e toda a movimentação ultrapassa qualquer limite que qualquer ser humano consideraria razoável”, escreveu.
Em outro trecho, classificou a situação como “absolutamente inacreditável e constrangedora”.
A presença da Polícia Federal no hospital atende a uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que autorizou a realização da cirurgia sob vigilância permanente.
A decisão prevê monitoramento contínuo do ex-presidente, com agentes posicionados na porta da unidade hospitalar e em áreas internas consideradas necessárias.
Bolsonaro foi submetido, na manhã do dia de Natal, a uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. O procedimento teve início por volta das 9h40 e durou cerca de quatro horas. De acordo com a equipe médica, a cirurgia transcorreu sem intercorrências e foi considerada bem-sucedida.
Ao comentar o período de internação, Carlos Bolsonaro afirmou que, apesar de a presença da família ser importante para a recuperação do pai, o ambiente ao redor seria “nitidamente intimidatório e proposital”.
Ele também destacou que os médicos seguem monitorando o pós-operatório e avaliam a evolução do quadro clínico.
“Os médicos seguem acompanhando o quadro pós-operatório, avaliando inclusive a necessidade de novo procedimento em razão dos soluços persistentes”, afirmou.
Segundo boletim médico divulgado nesta quinta-feira, o ex-presidente permanece em cuidados pós-operatórios, com uso de analgésicos, fisioterapia motora e medidas de prevenção de trombose venosa.
A equipe médica também trabalha na otimização do tratamento clínico para controlar as crises de soluço, que, em último caso, podem demandar uma nova intervenção cirúrgica.
Na publicação, Carlos também ressaltou que esta é a oitava cirurgia enfrentada por Jair Bolsonaro desde o atentado sofrido em 2018 e mencionou restrições impostas durante a internação.
“De ontem para hoje, chegaram ao absurdo de proibir o acompanhamento até com relógio no pulso”, escreveu.
O vereador associou ainda o episódio ao simbolismo do Natal e afirmou ver no atual contexto uma perseguição contínua ao ex-presidente.
“Hoje é Natal. Dia de reunir a família, de celebrar os valores cristãos que moldaram nossa sociedade”, escreveu, acrescentando que “não há como não se indignar diante da persistência dessa perseguição”.
A previsão é que Jair Bolsonaro permaneça internado até, pelo menos, a próxima segunda-feira (29), quando passará por nova avaliação médica.
