Moraes ouve defesa de Bolsonaro antes de decidir sobre manutenção da prisão domiciliar
Brasília, Segunda, 29 de junho de 2026
Justiça

Moraes ouve defesa de Bolsonaro antes de decidir sobre manutenção da prisão domiciliar

Ministro recebe advogados nesta terça-feira (30) e avaliará manutenção do benefício após apreensão de arma registrada em nome do ex-presidente

Brasília (DF) 14/09/2025 O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan, deixa hospital sob forte esquema de segurança, após passar pro procedimentos. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), receberá nesta terça-feira (30) os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes de decidir se mantém a prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-chefe do Executivo ou se revoga o benefício. A audiência está marcada para as 13h30, no gabinete do magistrado.

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A decisão ocorre após o fim do prazo inicial de 90 dias da prisão domiciliar, encerrado na última semana, e em meio à investigação sobre a apreensão de uma arma de fogo registrada em nome de Bolsonaro.

O armamento foi localizado durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) com um militar do Exército que integra a equipe de segurança do ex-presidente. O episódio levou Moraes a apontar a possível ocorrência de “falta grave”, observando que a Lei de Execução Penal prevê sanções para o descumprimento das condições impostas ao cumprimento da pena em regime domiciliar.

Antes de decidir, no entanto, o ministro optou por ouvir pessoalmente a defesa de Bolsonaro. Os advogados pretendem reforçar o pedido para que o ex-presidente permaneça em prisão domiciliar, alegando que não houve violação das condições estabelecidas pelo Supremo.

Em manifestação apresentada ao STF, a defesa sustenta que a arma estava em situação regular e havia sido retirada da residência apenas para ser encaminhada a reparo, após a identificação de uma falha mecânica. Os advogados também negam a existência de “falta grave” e afirmam que a medida não configura descumprimento das determinações judiciais.

Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Bolsonaro declarou que não poderia permanecer desarmado por residir com três mulheres. A corporação apura as circunstâncias da posse, do transporte e da manutenção do armamento.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar em 27 de março por determinação de Moraes, em razão do quadro de saúde apresentado após tratamento de broncopneumonia bacteriana bilateral.

Ao analisar a situação, Moraes também solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que o benefício seja mantido até a conclusão da investigação sobre a arma, argumentando que a apuração ainda não definiu se houve efetivamente infração disciplinar.

A defesa também afirma que o estado de saúde do ex-presidente permanece delicado e que as condições médicas que motivaram a concessão da prisão domiciliar não sofreram melhora significativa.

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