Carga tributária do Brasil atinge maior patamar em mais de 20 anos
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Carga tributária do Brasil atinge maior patamar em mais de 20 anos

Lula e Haddad - Carga tributária
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Por Redação

Tributos atingiram 32,2% do PIB, de acordo com dados da Receita

O Brasil registrou em 2024 a maior carga tributária bruta (CTB) dos últimos 22 anos, chegando a 32,2% do PIB, de acordo com dados da Receita. O valor representa alta de 1,98 ponto percentual em relação a 2023, quando a carga estava em 30,22%.

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A revisão excluiu contribuições das empresas ao FGTS e ao Sistema S, usados em instituições como Sesi, Senai e Sesc. A Receita afirma que a medida visa alinhar o cálculo às normas internacionais do FMI e da OCDE. Sem as mudanças na metodologia pelo governo petista, a carga teria sido 34,12%.

Embora recolhidos compulsoriamente, o FGTS pertence aos trabalhadores e os recursos do Sistema S não têm ingerência do governo. Para manter a comparabilidade histórica, os anos anteriores foram recalculados, reduzindo os níveis de carga registrados na série.

A mudança não afeta a distribuição de recursos entre União, Estados e Municípios, determinada por fundos de participação e transferências constitucionais.

A alta em 2024 ocorreu em todas as esferas, mas foi puxada principalmente por tributos federais e estaduais.

No âmbito federal, se destacaram PIS/Pasep, Cofins, IRPF, IPI, tributos sobre comércio exterior, IRPJ e CSLL. Nos Estados, houve alta em ICMS e ITCD, e nos municípios, o ISS subiu apenas 0,09 ponto percentual.

A série histórica mostra que a União e os municípios ampliam sua participação, enquanto os Estados seguem em queda desde 2021: em 2024, a União arrecadou 66,14%, os municípios 7,59% e os Estados 26,28%, o menor patamar da série.

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