Caminhoneiros recuam após medida do governo
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Caminhoneiros recuam após medida do governo

Categoria desiste de greve após novas regras para fiscalização do frete

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Caminhoneiros desistiram da greve após o governo anunciar novas regras que protegem a categoria, ao ampliar a fiscalização do piso do frete.

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A decisão foi tomada em assembleia realizada na quinta-feira (19), no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), em Santos. Lideranças do setor optaram por não deflagrar paralisação após reunião com entidades da categoria.

Representantes de associações avaliaram o cenário diante da alta do diesel e dos valores do frete. Apesar da insatisfação, entidades como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) decidiram manter o diálogo com o governo.

A categoria também optou por acompanhar a evolução dos preços dos combustíveis antes de qualquer nova mobilização.

Pressão do diesel

O aumento do diesel segue como principal fator de insatisfação entre os caminhoneiros. Lideranças apontam impacto direto na rentabilidade da atividade.

A possibilidade de greve vinha sendo discutida e gerava preocupação no governo, diante do histórico de paralisações com impacto no abastecimento.

Nova regra do governo

Em resposta à pressão do setor, o governo federal publicou a Medida Provisória nº 1.343/2026, que altera regras do transporte rodoviário de cargas.

A medida amplia a fiscalização do piso mínimo do frete e exige o Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot) em todas as operações.

Com a mudança, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá intensificar o controle e impedir operações com valores abaixo do mínimo estabelecido.

Tramitação

A medida entra em vigor imediatamente, mas precisa ser analisada pelo Congresso Nacional em até 120 dias. O texto poderá ser mantido, alterado ou rejeitado pelos parlamentares.

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