Camex dá primeiro passo para contestar tarifas de Trump na OMC - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Camex dá primeiro passo para contestar tarifas de Trump na OMC

Alckmin diz que Brasil irá a OMC contestar tarifas

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Por Isac Mascarenhas

Setores cobram medidas urgentes contra tarifaço e criticam reuniões com ‘mais do mesmo’

O Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou que o Brasil inicie uma consulta na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos.

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A medida ainda precisa da aprovação final do presidente Lula, que definirá a forma e o momento de acionar o organismo internacional. A informação foi divulgada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

A consulta à OMC é o primeiro passo para contestar formalmente as medidas comerciais. Caso não haja um acordo inicial, o Brasil pode solicitar a abertura de um painel de arbitragem. Cerca de 35% das exportações brasileiras para os EUA serão afetadas pela taxa de 50%, que deve entrar em vigor nesta quinta-feira (7).

Alckmin afirmou que o governo está trabalhando para reduzir a alíquota ou excluir os setores atingidos e defendeu a abertura de novos mercados na União Europeia e no Reino Unido. Ele também garantiu que um plano de contingência para apoiar os setores afetados está sendo finalizado.

Em contrapartida, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca), Eduardo Lobo, classificou a reunião com o governo como “mais do mesmo”, cobrando medidas efetivas para mitigar o impacto nas indústrias e na manutenção de empregos. Ele ressaltou que a necessidade de socorro financeiro é “para ontem”, e não a médio prazo.

O ministro, por sua vez, mencionou a entrada em vigor do programa Acredita Exportação, que prevê a devolução de 3% do valor exportado para pequenas empresas. Além disso, destacou que o governo investirá R$ 2,4 bilhões em compras de equipamentos de saúde, com preferência para produtos brasileiros.

O plano de contingência ainda estuda outras medidas, como a possibilidade de compras governamentais de produtos perecíveis para auxiliar a indústria de alimentos.

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