Câmara retoma voto secreto na PEC da Blindagem
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Câmara retoma voto secreto na PEC da Blindagem

Câmara aprova urgência para votar isenção do IR para até R$ 5 mil

Compartilhe em

Foto do autor

Por Marília Rodrigues

Manobra do Centrão reverte decisão da madrugada e proposta vai ao Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) a volta do voto secreto nas deliberações sobre abertura de processos contra deputados e senadores dentro da chamada PEC da Blindagem. O trecho havia sido derrubado de madrugada, mas foi retomado por 314 votos a 168. A PEC segue agora para o Senado.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Para reintroduzir o voto secreto, líderes do Centrão apresentaram uma emenda aglutinativa que resgatou o texto original. Assinaram a proposta os líderes de PP, União Brasil, Republicanos, MDB, PL, PSDB, Avante e Podemos, além do relator na Câmara, deputado Cláudio Cajado (PP-BA).

Na véspera (16), o plenário aprovou a PEC 3/2021 em dois turnos. O texto determina que qualquer investigação ou prisão de parlamentares só poderá ocorrer com autorização do Congresso. Os placares foram de 353 a 134, com uma abstenção, no 1º turno, e 344 a 133, no 2º. Deputados votaram nesta quarta os destaques — como o que restabeleceu o voto secreto.

O Congresso terá até 90 dias para analisar cada pedido da Justiça. A autorização exige maioria simples: pelo menos 257 dos 513 deputados e 41 dos 81 senadores. Há exceção para crimes inafiançáveis ou flagrante: nesses casos, a investigação pode começar imediatamente; no inafiançável, os autos vão à Casa respectiva em até 24 horas para que, por voto secreto, a maioria decida sobre a prisão.

O texto é visto como vitória da oposição, sobretudo após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses pelo STF. Em aceno ao Centrão, Motta trocou o relator: saiu Lafayette de Andrada (Republicanos-MG) e entrou Cláudio Cajado, próximo de Arthur Lira (PP-AL). A PEC foi apresentada por Celso Sabino (União-PA), hoje ministro do Turismo, e chegou a ir ao plenário em 2021, sem votação.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade