Caixa avalia compra de ativos do BRB após impasse com FGC
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Caixa avalia compra de ativos do BRB após impasse com FGC

Banco público discute alternativas para apoiar instituição do DF

BRB
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Por Redação

O conselho de administração da Caixa Econômica Federal se reuniu na tarde de segunda-feira (23) para deliberar sobre um conjunto de medidas voltadas ao BRB (Banco de Brasília), que atravessa dificuldades após fracassar a tentativa de obter crédito junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). As informações são do portal CNN.

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Segundo fontes envolvidas nas tratativas, a Caixa avalia a aquisição de carteiras consideradas saudáveis do BRB como primeira alternativa de socorro. Ativos ligados a fundos do Banco Master, no entanto, ficariam fora da negociação neste momento. As propostas devem ser formalmente apresentadas nesta terça-feira (24), em reunião entre os presidentes das duas instituições, Nelson de Souza (BRB) e Carlos Vieira (Caixa).

A movimentação teria partido do próprio BRB, que buscou apoio diante das restrições para levantar recursos no mercado. O Governo do Distrito Federal (GDF), controlador do banco regional, acompanha as tratativas, mas resiste a soluções que extrapolem a venda de ativos. A hipótese de federalização do BRB já foi descartada publicamente por sua direção. Nos bastidores da Caixa, essa alternativa é vista como medida extrema, caso outras tentativas não prosperem.

Além da compra de carteiras, a Caixa também estuda integrar um possível consórcio de instituições financeiras para conceder crédito ao Distrito Federal ou até participar como sócia em alguma subsidiária ligada ao governo local.

Impasse com o FGC

O empréstimo junto ao FGC era considerado a principal estratégia do BRB para mitigar impactos financeiros relacionados a operações com o Banco Master. No entanto, conforme revelou o jornal Valor Econômico, o fundo condicionou a liberação dos recursos à formação de um grupo de bancos que participasse conjuntamente da operação. A exigência inviabilizou o acordo.

Diante do cenário, o GDF encaminhou na semana passada um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para autorizar aporte de capital no BRB. A proposta prevê recomposição e reforço do patrimônio líquido e do capital social, além da possibilidade de integralização de bens públicos para assegurar a estrutura financeira da instituição.

Em nota divulgada no sábado (21), o BRB afirmou que a eventual execução das medidas observará as normas do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central, bem como os princípios de legalidade, transparência e governança aplicáveis às instituições financeiras e à gestão de bens públicos.

O texto, contudo, ainda depende de aprovação dos distritais e enfrenta críticas por permitir que áreas públicas de Brasília — incluindo parques e espaços utilizados para serviços de saúde — sejam oferecidas como garantia em operações de crédito.

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