A ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques afirmou que o Brasil vive uma oportunidade inédita de retirar o PT do Palácio do Planalto nas eleições de 2026. Em entrevista à revista Veja, publicada nesta sexta-feira (10), ela disse que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) representa a principal alternativa para a mudança de rumo na economia do país.
Segundo Dani, que integra a equipe responsável pela elaboração das propostas econômicas da pré-campanha do senador, o governo Lula conduz o país para um cenário de deterioração fiscal.
“O Brasil tem uma chance única de tirar o PT do poder”, afirmou.
A economista também fez críticas à condução das contas públicas e acusou o governo de ampliar gastos sem responsabilidade fiscal.
“O Brasil caminha para um abismo econômico. O atual governo está descontroladamente endividado, quebrando as empresas e superendividando as famílias”, declarou.
Equipe de Flávio Bolsonaro
Dani Marques afirmou que procurou espontaneamente Flávio Bolsonaro para colaborar com o projeto presidencial e disse que sua participação está concentrada na elaboração da agenda econômica do plano de governo.
Ela negou, porém, que tenha discutido um eventual cargo em um futuro governo ou que exista convite para assumir o Ministério da Fazenda.
“Nunca falamos sobre cargos. Estamos preocupados em ser bem-sucedidos com o projeto dele”, afirmou.
Segundo a ex-presidente da Caixa, a prioridade é construir propostas voltadas ao crescimento econômico, ao equilíbrio fiscal e à geração de oportunidades.
Mulheres e segurança pública
Além da agenda econômica, Dani Marques afirmou que participa da elaboração de propostas voltadas às mulheres. Segundo ela, a autonomia financeira será um dos pilares do programa de governo por considerar que a independência econômica é fundamental para combater a violência doméstica.
“A independência financeira é a porta de entrada para a liberdade e impede relações abusivas.”
Ela também criticou declarações do presidente Lula sobre mulheres e afirmou que o governo petista deveria ser alvo de maior rejeição do eleitorado feminino.
“Vivo num país onde o presidente da República fala que mulher tem grelo duro e autoriza espancar mulher em dia de jogo do Corinthians. Isso, sim, é radicalismo e desrespeito total conosco.”