PF tem novos depoimentos em investigação sobre Master e BRB
Brasília, Segunda, 08 de junho de 2026
Política

PF tem novos depoimentos em investigação sobre Master e BRB

Investigadores ouvirão nesta semana Augusto Lima, ex-diretor ligado ao BRB e representantes da Tirreno em apuração sobre supostas fraudes financeiras

Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro. Foto: Reprodução

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Por Redação

A Polícia Federal (PF) deve avançar nesta semana em uma das principais frentes de investigação envolvendo o Banco Master e suas relações com o Banco Regional de Brasília (BRB). Estão previstos ao menos cinco depoimentos no âmbito da Operação Compliance Zero, incluindo o de Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, considerado pelos investigadores uma figura central para esclarecer operações sob suspeita. As informações são do portal CNN.

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A expectativa da PF é ouvir ainda um ex-diretor ligado à área financeira do BRB, além de representantes da empresa Tirreno. Segundo as apurações, a companhia teria sido utilizada em operações que envolvem suspeitas de fraude e simulação de ativos financeiros, em um esquema que também cita a Cartus e outras estruturas investigadas.

Entre os depoimentos programados, o de Augusto Lima é tratado como um dos mais relevantes pelos investigadores. O ex-sócio de Vorcaro já havia sido convocado para prestar esclarecimentos em janeiro deste ano, mas a oitiva acabou não ocorrendo após sua defesa informar que ele permaneceria em silêncio sem acesso integral aos autos e às provas reunidas até então.

A Polícia Federal também pretende ouvir funcionários e ex-funcionários do BRB que acompanharam ou tiveram conhecimento das operações financeiras analisadas no inquérito. A avaliação dos investigadores é que esses relatos podem ajudar a esclarecer a dinâmica das transações realizadas entre as instituições e empresas envolvidas.

As investigações já haviam revelado sinais de preocupação dentro do próprio BRB. Em depoimento prestado à PF em janeiro, o ex-presidente do banco público, Paulo Henrique Costa, relatou ter cobrado explicações diretamente de Daniel Vorcaro sobre a Tirreno após dificuldades enfrentadas por áreas técnicas da instituição para obter informações sobre determinadas operações.

“Quando a gente começa a perceber que as áreas operacionais estão tendo dificuldade de obter acesso às informações, como executivo, me cabe escalar e cobrar pessoas num nível mais alto. Então, no caso concreto, quando a gerência de sessão, quando a superintendência de sessão, quando a diretoria financeira começa a ter dificuldade, a minha cobrança é direta no presidente do outro banco”, afirmou Costa aos investigadores.

Augusto Lima chegou a ser preso durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro do ano passado, mas foi posteriormente colocado em liberdade. A PF busca agora aprofundar informações sobre sua atuação nas operações que estão sob investigação.

Além da agenda de depoimentos, os investigadores devem se reunir nos próximos dias com a defesa de Daniel Vorcaro para discutir os desdobramentos de uma proposta de colaboração premiada apresentada pelo banqueiro. O encontro poderá definir os próximos passos das negociações e seu eventual impacto sobre o andamento das apurações.

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