Buzzi laudo disfunção erétil contestar importunação sexual
Brasília, Terça, 07 de julho de 2026
Justiça

Defesa de Buzzi usa laudo de disfunção erétil para contestar acusação de importunação sexual

Advogados afirmam que quadro clínico do magistrado contradiz versão apresentada por jovem de 18 anos

Marco Aurélio Gastaldi Buzzi - Ministro do STJ é alvo de 2ª denúncia de importunação sexual
Foto: Emerson Leal/STJ

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Por Redação

A defesa do ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi apresentou laudos médicos para contestar uma das acusações de importunação sexual contra o magistrado. Os documentos foram anexados ao processo que tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF) e apontam que Buzzi possui disfunção erétil de origem multifatorial, ausência de libido, hipogonadismo e ausência de ejaculação anterógrada. As informações são do portal Metrópoles.

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Segundo o laudo, emitido em 6 de fevereiro de 2026, as condições clínicas indicariam comprometimento da função sexual masculina e não dariam respaldo à hipótese de “função sexual exacerbada”. O documento também cita histórico de cirurgia de próstata, diabetes, hipertensão e uso contínuo de medicamentos.

A defesa utiliza os exames para contestar o relato de uma jovem de 18 anos, que acusou o ministro de ter tentado agarrá-la durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), em janeiro deste ano. De acordo com a denúncia, a jovem teria percebido contato físico durante a abordagem.

Os advogados afirmam que o quadro médico apresentado no laudo seria incompatível com a situação descrita pela denunciante. Além dos documentos de saúde, a defesa anexou ao processo o depoimento de uma testemunha que afirmou ter visto os dois no mar e disse não ter presenciado contato físico entre eles.

Em nota, a defesa de Buzzi afirmou lamentar “o vazamento de informações sigilosas dos autos que expõem aspectos pessoais das partes”. Os advogados também disseram que, desde o início da apuração, mantiveram uma postura respeitosa e não divulgaram documentos, laudos ou informações relacionadas às denunciantes.

Além da denúncia feita pela jovem, o ministro afastado também é investigado após uma acusação apresentada por uma ex-funcionária terceirizada que trabalhou em seu gabinete no STJ.

Caso tramita no STJ e no STF

Marco Buzzi está afastado cautelarmente do STJ desde fevereiro de 2026, quando o plenário da Corte decidiu, por unanimidade, suspender temporariamente o exercício das funções do magistrado.

Em abril, o STJ determinou a abertura de processo administrativo disciplinar contra Buzzi e manteve o afastamento até a conclusão da investigação. O procedimento apura as denúncias de importunação sexual e corre sob sigilo.

O caso também chegou ao Supremo Tribunal Federal. O ministro Nunes Marques abriu inquérito para investigar as acusações contra Buzzi após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). A investigação está sob segredo de Justiça porque ministros do STJ têm foro por prerrogativa de função.

A expectativa é que a análise do processo avance após o recesso do Judiciário, em agosto.

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