Defesa solicita ao STF liberação para encontros políticos semanais e visitas de aliados
A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao STF nesta agora há pouco (15) autorização para visita do deputado Rodrigo Valadares (União-SE), relator do PL da Anistia. O pedido não indica data e, se aceito, será definida pelo ministro Alexandre de Moraes. Fontes próximas do deputado confirmaram para a equipe deste site que o encontro está previsto para esta quinta-feira (18).
Os advogados também solicitaram autorização para visitas semanais do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho. Segundo a defesa, Valdemar é essencial para a coordenação de pautas institucionais e planejamento político, enquanto Marinho teria papel estratégico no acompanhamento de matérias no Congresso.
Na semana passada, Moraes já havia negado pedidos de acesso livre para Valdemar e outros parlamentares do partido.
Nesta segunda, a defesa protocolou ainda novos pedidos de visita do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), do ex-ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, e do senador Wilder Morais (PL-GO). Para quarta-feira (17), foi solicitada a liberação da entrada do grupo de oração da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
São as primeiras solicitações formais desde que a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. A pena foi fixada em regime fechado. O ex-presidente deve ser transferido para um presídio em Brasília após o fim dos recursos. Até lá, permanece em prisão domiciliar, sob restrições como a proibição de uso de celular e a exigência de autorização judicial para visitas que não sejam de familiares ou advogados
Com a condenação confirmada, a oposição pretende intensificar as negociações pela anistia. Para Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, a prioridade é pressionar pela análise do texto já nesta terça-feira (16), em reunião de líderes com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Hugo afirmou que o projeto não tem previsão de votação e nem mudança de relator. A proposta, apresentada em 2024 por Valadares, está parada desde outubro do ano passado, mas segue como prioridade da oposição.
As discussões giram em torno da abrangência do perdão. No Senado, articula-se uma versão mais restrita, rejeitada por aliados de Bolsonaro, que defendem um texto amplo que contemple o ex-presidente.
