Bolsonaro pede ao STF para receber visita de relator da Anistia
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Bolsonaro pede ao STF para receber visita de relator da Anistia

Bolsonaro tem visitas autorizadas por Moraes
Pendrive misterioso surge em busca da PF

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Defesa solicita ao STF liberação para encontros políticos semanais e visitas de aliados

A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao STF nesta agora há pouco (15) autorização para visita do deputado Rodrigo Valadares (União-SE), relator do PL da Anistia. O pedido não indica data e, se aceito, será definida pelo ministro Alexandre de Moraes. Fontes próximas do deputado confirmaram para a equipe deste site que o encontro está previsto para esta quinta-feira (18).

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Os advogados também solicitaram autorização para visitas semanais do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho. Segundo a defesa, Valdemar é essencial para a coordenação de pautas institucionais e planejamento político, enquanto Marinho teria papel estratégico no acompanhamento de matérias no Congresso.

Na semana passada, Moraes já havia negado pedidos de acesso livre para Valdemar e outros parlamentares do partido.

Nesta segunda, a defesa protocolou ainda novos pedidos de visita do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), do ex-ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, e do senador Wilder Morais (PL-GO). Para quarta-feira (17), foi solicitada a liberação da entrada do grupo de oração da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

São as primeiras solicitações formais desde que a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. A pena foi fixada em regime fechado. O ex-presidente deve ser transferido para um presídio em Brasília após o fim dos recursos. Até lá, permanece em prisão domiciliar, sob restrições como a proibição de uso de celular e a exigência de autorização judicial para visitas que não sejam de familiares ou advogados

Com a condenação confirmada, a oposição pretende intensificar as negociações pela anistia. Para Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, a prioridade é pressionar pela análise do texto já nesta terça-feira (16), em reunião de líderes com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Hugo afirmou que o projeto não tem previsão de votação e nem mudança de relator. A proposta, apresentada em 2024 por Valadares, está parada desde outubro do ano passado, mas segue como prioridade da oposição.

As discussões giram em torno da abrangência do perdão. No Senado, articula-se uma versão mais restrita, rejeitada por aliados de Bolsonaro, que defendem um texto amplo que contemple o ex-presidente.

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