Bastidores: Oposição apresenta candidatura alternativa à Presidência da CPMI do INSS - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Bastidores: Oposição apresenta candidatura alternativa à Presidência da CPMI do INSS

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Por Claudio Dantas

A oposição tenta uma manobra regimental para assumir o comando da CPMI do INSS, que está sendo instalada hoje. A ideia é apresentar o nome do senador Carlos Viana (Pode-MG) para a Presidência do colegiado, no lugar de Omar Aziz (PSD-AM) — indicado por Davi Alcolumbre (União-AP); e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) como relator.

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Como o presidente tem a prerrogativa de escolher o relator, a iniciativa poderia criar uma saia juta a Hugo Motta (Rep-PB), que indicou Ricardo Ayres (Rep-TO). O nome de Ayres não agradou a oposição, devido ao seu alinhamento com o governo Lula. O controle sobre o relatório final é fundamental para garantir que a CPMI não termine em pizza.

Caso Viana não emplaque, espera-se ao menos que a colocação de seu nome sirva como barganha para que Aziz garanta a apreciação de todos os requerimentos da oposição e a nomeação de um sub-relator, que auxiliaria Ayres.

O colegiado terá 16 senadores e 16 deputados titulares, além de suplentes. Estão entre os integrantes Magno Malta (PL-ES), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Jorge Seif (PL-SC), Damares Alves (Republicanos-DF) e Ciro Nogueira (PP-PI). A maioria, porém, pertence a blocos de apoio ao governo, o que pode limitar a força investigativa da CPMI.

O caso de descontos ilegais de mensalidades associativas por parte de associações de aposentados veio à tona na imprensa e depois virou alvo de auditoria da CGU; que levou à deflagração pela Polícia Federal da Operação Sem Desconto, em abril passado. O escândalo levou à queda da cúpula do INSS e do ministro Carlos Lupi.

A investigação oficial, porém, foi aos poucos abafada por Dias Toffoli, designado ilegalmente relator do caso cuja prevenção era de André Mendonça. Uma das associações apontadas pela CGU, mas poupadas pela PF, é o Sindnapi, ligado à Força Sindical e que tem como vice-presidente Frei Chico, irmão de Lula.

 

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