Ministro abre nova vaga para indicação de Lula ao Supremo
Luís Roberto Barroso assinou o termo que oficializa sua aposentadoria antecipada do Supremo Tribunal Federal (STF). A partir do próximo sábado (18), o ministro deixará de integrar a Corte.
Com a saída de Barroso, a sua vaga fica oficialmente aberta para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realize mais uma nomeação ao Supremo, a 3ª desde o início de seu atual mandato.
O acervo do gabinete do magistrado, que inclui ações remanescentes da Lava Jato, será transferido ao ministro indicado por Lula.
O principal cotado para a sucessão de Barroso é o advogado-geral da União, Jorge Messias, o “Bessias”. No entanto, nos bastidores, o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) também é cotado como alternativa para a vaga. Em agosto deste ano, o decano Gilmar Mendes disse que o parlamentar “é o nosso candidato”, ao se referir aos ministros do Supremo que o apoiam para a Corte.
Barroso deixou o STF 8 anos antes da idade prevista, aos 67 anos. Ele foi nomeado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff (PT) e poderia permanecer na Corte até os 75 anos, mas optou por antecipar a aposentadoria.
A saída do magistrado ocorre meses após ter seu visto americano cancelado e seu colega de Corte, Alexandre de Moraes, e a esposa serem sancionados pela Lei Magnitsky pelos EUA por censura contra conservadores e perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com o jornalista Claudio Dantas, outro ministro do Supremo cogita antecipar a aposentadoria: Carmén Lúcia. Oficialmente, a ministra, indicada pelo próprio Lula em 2006, só se aposentaria em 2029.
Cármen também teve, assim como Barroso, seu visto americano revogado pelo governo Trump e “estaria com medo” de virar alvo da Lei Magnitsky, como Alexandre de Moraes e sua esposa.
