Ministro antecipou aposentadoria após 12 anos na Corte; Lula definirá substituto com aval do Senado
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (9) que o ministro Luís Roberto Barroso “fará falta” no Supremo Tribunal Federal após o anúncio de sua aposentadoria mais cedo. Nas redes sociais, Motta elogiou o equilíbrio e a dedicação do magistrado na defesa da Constituição e da democracia.
O ministro do STF @LRobertoBarroso desempenhou sua função com maestria e equilíbrio na defesa da Constituição e da Democracia.
Registro meu reconhecimento pelo seu trabalho e desejo muito sucesso nesta nova caminhada. Fará falta na mais alta Corte do Brasil.
— Hugo Motta (@HugoMottaPB) October 9, 2025
Barroso encerra uma trajetória de 12 anos no STF. Com 67 anos, ele poderia permanecer no Supremo até os 75, idade limite para aposentadoria compulsória. Durante o pronunciamento de despedida, o juiz — que presidiu a Corte nos últimos dois anos — afirmou que deixa o cargo sem mágoas e com orgulho da trajetória.
“Deixo o Tribunal com o coração apertado, mas com a consciência tranquila de quem cumpriu a missão de sua vida. Não foram tempos banais, mas não carrego comigo nenhuma tristeza, nenhuma mágoa ou ressentimento. Começaria tudo outra vez, se preciso fosse”, disse o ministro.
Ele agradeceu aos colegas de instituição e à ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que o indicou para o cargo em 2013, ressaltando que sua nomeação foi feita de forma republicana, sem pressões ou cobranças.
Com a saída antecipada, caberá ao presidente Lula (PT) escolher o novo integrante do para o lugar, nome que será submetido a aprovação do Senado Federal.
