Instituição pede medidas jurídicas contra conteúdos que estimulam pânico bancário e citam deputados do PL
O Banco do Brasil encaminhou à Advocacia-Geral da União (AGU) um ofício em que denuncia a circulação de fake news nas redes sociais com potencial de gerar pânico bancário e afetar a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional.
Segundo o documento, os ataques começaram em 19 de agosto. No dia seguinte, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou vídeo afirmando que o BB “será cortado das relações internacionais, o que o levará à falência”. O parlamentar tem mais de 1,7 milhão de seguidores no YouTube.
Além de Eduardo, o banco cita publicações do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) e do advogado Jeffrey Chiquini. De acordo com o BB, esses conteúdos incentivam uma corrida bancária sem base factual, estimulando clientes a retirar recursos.
“A nova estratégia consiste em coagir, ameaçar e colocar instituições financeiras integrantes do Sistema Financeiro Nacional, notadamente o Banco do Brasil, contra o Supremo Tribunal Federal”, diz o ofício.
O documento alerta que a disseminação de informações falsas sobre supostas sanções estrangeiras e bloqueio de ativos de magistrados compromete a ordem econômica, financeira e social, além de colocar em risco o desenvolvimento equilibrado do país.
O BB solicita que a AGU adote medidas jurídicas para conter a desinformação e resguardar o sistema financeiro e as instituições democráticas.
