Após pressão de ministros, Gleisi recua e afirma que revisão de penas do 8 de Janeiro cabe "exclusivamente" ao STF - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Após pressão de ministros, Gleisi recua e afirma que revisão de penas do 8 de Janeiro cabe “exclusivamente” ao STF

Gleisi Hoffmann acusa Tarcísio de sabotar MP do IOF e diz que governador “finge que não atuou” contra o governo Lula
Gleisi Hoffmann acusa Tarcísio de sabotar MP do IOF. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, recuou há pouco da declaração em que disse que o Congresso Nacional poderia debater a redução de penas para civis condenados pelos atos de 8 de Janeiro. De acordo com ela, a revisão cabe “única e exclusivamente” ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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“Quero deixar claro que eventuais revisões de pena aos réus do 8 de Janeiro cabem única e exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal, que conduz os processos. Entendo sim que esse debate pode e deve ser feito na sociedade, inclusive no Congresso, como já vem acontecendo de fato, mas sem interferir na autonomia do Poder Judiciário”, escreveu a ministra na rede social X.

“Reafirmo minha crítica ao PL da Anistia e seu substitutivo, que visam a impunidade de Bolsonaro e dos comandantes do golpe. São eles que manipulam a questão das penas para confundir a população e encobrir o objetivo de não pagar pelos crimes que cometeram contra a democracia”, completou Gleisi.

Ontem (10), durante coletiva, a petista disse considerar “plenamente defensável” a discussão sobre redução de penas. No entanto, ela disse que é contra a versão atual do PL da Anistia por entender que ele permite o perdão a Jair Bolsonaro (PL) e aos generais envolvidos em uma suposta tentativa de golpe de Estado.

O recuo ocorre após ministros do Supremo acionarem auxiliares e interlocutores de Lula para manifestar insatisfação com a declaração da ministra. Eles classificaram a fala de Gleisi como um “absurdo” e que poderia “azedar” a relação entre os Poderes.

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