“Quero deixar claro que eventuais revisões de pena aos réus do 8 de Janeiro cabem única e exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal, que conduz os processos. Entendo sim que esse debate pode e deve ser feito na sociedade, inclusive no Congresso, como já vem acontecendo de fato, mas sem interferir na autonomia do Poder Judiciário”, escreveu a ministra na rede social X.
“Reafirmo minha crítica ao PL da Anistia e seu substitutivo, que visam a impunidade de Bolsonaro e dos comandantes do golpe. São eles que manipulam a questão das penas para confundir a população e encobrir o objetivo de não pagar pelos crimes que cometeram contra a democracia”, completou Gleisi.
Ontem (10), durante coletiva, a petista disse considerar “plenamente defensável” a discussão sobre redução de penas. No entanto, ela disse que é contra a versão atual do PL da Anistia por entender que ele permite o perdão a Jair Bolsonaro (PL) e aos generais envolvidos em uma suposta tentativa de golpe de Estado.
O recuo ocorre após ministros do Supremo acionarem auxiliares e interlocutores de Lula para manifestar insatisfação com a declaração da ministra. Eles classificaram a fala de Gleisi como um “absurdo” e que poderia “azedar” a relação entre os Poderes.
Quero deixar claro que eventuais revisões de pena aos réus do 8 de Janeiro cabem única e exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal, que conduz os processos. Entendo sim que esse debate pode e deve ser feito na sociedade, inclusive no Congresso, como já vem acontecendo de fato,…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) April 11, 2025
