Senador protocolou novo pedido de impeachment de Alexandre de Moraes
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) antecipou o retorno de Portugal, onde passava o recesso parlamentar, para apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro em meio a restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O senador, que planejava ficar na Europa até 1º de agosto com a família, voltou nesta quarta-feira (23) após críticas de aliados pela ausência durante a crise política desencadeada pelas medidas judiciais contra seu pai, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de redes sociais.
A decisão de Flávio reflete a pressão de apoiadores e interlocutores do núcleo da direita que considerava sua viagem inoportuna diante da ofensiva do Supremo. O senador, peça-chave na articulação política da família, deve atuar como porta-voz de Bolsonaro e dialogar com líderes do Centrão e advogados para traçar estratégias de defesa.
Na terça-feira (22), o parlamentar protocolou um novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes. Este é o 48ª pedido de impeachment do ministro, que ficará a cargo de Alcolumbre para dar prosseguimento ao processo de perda da cadeira no STF.
A viagem de Flávio gerou reações. Parlamentares de esquerda, como André Janones (Avante-MG), sugeriram que o senador fugia da Justiça. Allan dos Santos ironizou a ausência do senador em momento de crise: “Ufa, ainda bem que são as férias e o recesso. Se funcionário público trabalhasse na iniciativa privada, estaria demitido na primeira crise”, disse.
