Senador está no exterior com a família e afirma manter diálogo com o pai e aliados durante o recesso
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou neste domingo (21) que está em viagem de férias com a família. A decisão de deixar o país em meio à crise provocada pela decisão do governo Trump de impor tarifas a produtos brasileiros e pelas medidas cautelares aplicadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro resultou em críticas de perfis de direita nas redes sociais.
Flávio informou que a viagem foi programada no ano passado, durante o recesso parlamentar de julho e o período de férias escolares das filhas. “Falo com meu pai e lideranças aliadas todos os dias. Mas a propagação de mentiras se alastra rápido quando é contra Bolsonaro”, escreveu na rede X.
Estou em viagem programada com minha família desde o ano passado, durante o recesso parlamentar de julho e férias escolares de minhas filhas.
Falo com meu pai e lideranças aliadas todos os dias.
Mas a propagação de mentiras se alastra rápido quando é contra Bolsonaro.
Dia 1º/Ago…— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) July 20, 2025
O jornalista Allan dos Santos criticou a ausência de Flávio: “Ufa, ainda bem que são as férias e o recesso. Se funcionário público trabalhasse na iniciativa privada, estaria demitido na primeira crise”.
Paulo Figueiredo saiu em defesa do senador: “Isso não é justo. Flávio tem sido de enorme ajuda e, mesmo no recesso, tem trabalhado conosco.”
Outros perfis ligados também reprovaram a viagem. “Férias se tem todo ano, pai é um só”, escreveu um usuário. Outro comentou: “Você tem muita responsabilidade, não é o momento de férias”.
Na sexta-feira e no sábado, parlamentares de esquerda também comentaram a saída do senador. André Janones (Avante-MG) insinuou que Flávio havia fugido: “Depois do papai vagabundo botar a tornozeleira ele entrou em DESESPERO e foi para Lisboa”.
O senador afirmou que retorna a Brasília em 1º de agosto, antes do fim do recesso parlamentar. Na última sexta-feira (18), líderes da oposição pediram o fim do recesso para que o Congresso reagisse às medidas de Moraes contra Bolsonaro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitou a solicitação. As atividades devem ser retomadas em 4 de agosto.
