Questionado sobre motivo de saída, Barroso dá resposta evasiva
Brasília, Sexta, 17 de julho de 2026
Justiça

Questionado sobre motivo de saída, Barroso dá resposta evasiva

Luis Roberto Barroso
Foto: Luiz Silveira/STF

Compartilhe em

Foto do autor

Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Ministro destacou planos acadêmicos, sentimento de missão cumprida e elogiou indicações de Lula ao STF

Em coletiva realizada à imprensa há pouco, logo após anunciar a sua aposentadoria, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, evitou apresentar um fator motivador para a sua saída da Corte. Durante a fala, Barroso preferiu destacar questões pessoais e acadêmicas como justificativa para a decisão.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

“Eu aceitei que, nesse momento, meus planos são acadêmicos. Aceitei um convite para estar numa instituição chamada Max Planck, na Alemanha, em novembro, e aceitei dar um curso como professor visitante na Sorbonne, na França, em janeiro”, afirmou o ministro, ressaltando que ainda não tem planos definidos para depois de sua saída. “Apenas tive uma sensação em meu coração de ter cumprido este ciclo da minha vida. A vida é feita de ciclos”.

Barroso revelou que chegou a sinalizar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre sua possível saída, mas ainda não teve a oportunidade de comunicar formalmente sua decisão. “Ele suspeitava, porque eu estive com ele no sábado, no show da Maria Bethânia, e eu disse para que eu precisava falar com ele, um assunto importante, e ele já intuía que era”, contou.

Sobre a possibilidade de Lula indicar seu sucessor, o magistrado se mostrou confiante na possível escolha. Ele elogiou as indicações anteriores feitas pelo petista. “O presidente mandou para cá nesse novo mandato o ministro Cristiano Zanin e o ministro Flávio Dino. Foram duas excepcionais escolhas, dois grandes ministros e duas grandes pessoas”.

O juiz também declarou apoio à presença de mais mulheres nos tribunais superiores ao ser questionado se gostaria de ver uma mulher indicada para sua vaga. Ele destacou seu trabalho anterior nesse sentido. “No Conselho Nacional de Justiça (CNJ), eu implementei com muito empenho uma resolução de paridade de gênero nos tribunais de segundo grau”.

Além disso, voltou a defender a ideia de mandatos fixos no Supremo, algo que já propôs em outros momentos da carreira. “Desde a Constituinte, eu sempre defendi o modelo alemão, que é o mandato de 12 anos, que foi o tempo que eu fiquei aqui. Mas não prevaleceu”.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade