Analista associou regulação autoritária a riscos econômicos e diplomáticos com os EUA
O analista econômico Ary Alcântara afirmou nesta terça-feira (16), durante a participação no programa ALive, que a maior disputa global em curso é entre liberdade e opressão, e alertou para o avanço do da juristocracia no Brasil. Segundo ele, o Supremo Tribunal Federal tem adotado um modelo autoritário de regulação que restringe a democracia e ameaça a soberania nacional.
“Na verdade, a grande guerra que existe hoje no mundo é a guerra entre a liberdade e a opressão. Esta é a realidade”, disse Alcântara.
Ele explicou que esse modelo autoritário se mostra em regras rígidas, como cotas de consumo de energia ou limites de gastos, que transformam a vida em sociedade em execução de normas jurídicas determinadas pelo Judiciário.
O economista também disse que os ministros do STF buscaram inspiração em fórmulas debatidas em fóruns internacionais, como Davos, mas não conseguiram compreender por completo o modelo. Para Alcântara, essa postura tem sido criticada no cenário externo, em especial pelos Estados Unidos. Ele citou a posição do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que afirmou que “a justiça brasileira extrapolou seus limites” e que isso não será aceito nas relações diplomáticas com a Casa Branca.
Para o analista, a advertência americana é que para manter boas relações comerciais e financeiras com os EUA exige compromisso com princípios democráticos.
“Não será aceito esse totalitarismo judicial que nós estamos vivendo, onde, de uma forma totalmente desfrutável, se menciona que não vai se aceitar uma decisão constitucional do Senado Federal”, criticou.
Por fim, Alcântara ressaltou que soberania não pode ser confundida com a imposição de vontades individuais de líderes ou ministros.
“Soberania é você ter a liberdade de ser brasileiro. A liberdade de acertar, de errar. A liberdade de falar, de ter propriedade”, afirmou. Para ele, a verdadeira independência nacional está no respeito à democracia e aos direitos de cada cidadão, e não na submissão a figuras políticas.
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