Alesc aprova fim de cotas raciais em universidades estaduais
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Alesc aprova fim de cotas raciais em universidades estaduais

Alesc aprova fim de cotas raciais em universidades estaduais
Foto: Jeferson Baldo/Agência AL

Compartilhe em

Foto do autor

Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Assembleia aprovou também exigência de exame toxicológico para matrícula

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou, por maioria, um projeto de lei que veda a adoção de cotas raciais ou de gênero por universidades estaduais ou por instituições que recebam verbas públicas do estado.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O texto sobre cotas, de autoria do deputado Alex Brasil (PL), foi aprovado pelo plenário na sessão de ontem (10) e agora aguarda sanção do governador Jorginho Mello (PL).

Pela proposta, as unidades que descumprirem a normativa deverão pagar multa de R$ 100 mil por edital e poderão perder verbas públicas.

Segundo Alex Brasil, continuarão sendo aceitas reservas de vagas baseadas em critérios exclusivamente econômicos, para PCDs e estudantes oriundos de instituições estaduais públicas de ensino médio.

De acordo com a Alesc, o PL 753/2025 veda a reserva de vagas suplementares e medidas congêneres para ingresso de estudantes e contratação de docentes, técnicos e outros profissionais nessas instituições. As entidades federais não serão afetadas.

Na prática, caso seja sancionada, a lei vedará cotas raciais e a reserva de vagas para outros grupos, como trans, ciganos, refugiados e presos.

Além de tratarem sobre cotas, na mesma sessão, os deputados aprovaram a obrigatoriedade de exame toxicológico para candidatos às universidades públicas estaduais. O aluno deverá apresentar resultado do exame, com janela de detecção de 180 dias, no momento da matrícula na faculdade. Os estudantes terão direito à contraprova, e os exames serão confidenciais.

A proposta, de autoria do deputado Jessé Lopes (PL), prevê ainda que as instituições implementem programas de prevenção ao uso de drogas ilícitas em todo o campus.

Os parlamentares também aprovaram o PL 337/2023, de Ana Campagnolo (PL), que determina a instalação de câmeras de monitoramento em salas de aula de Ensino Médio das redes pública e privada do estado.

Na mesma sessão, os deputados aprovaram projeto que proíbe a “prática de doutrinação política e ideológica em sala de aula” nas escolas públicas estaduais. Assinado pelo deputado Carlos Humberto (PL), o texto impede que professores, orientadores, diretores, coordenadores e outros funcionários subordinados à rede estadual “institucionalizem” conteúdo pedagógico doutrinário, dentro ou fora da sala de aula, e de veicular “conteúdos que possam induzir os alunos a um único pensamento político ou ideológico”.

Por fim, os deputados aprovaram projeto que veda a celebração do Halloween em escolas públicas estaduais. Essa proposta é de autoria do deputado Marcos da Rosa (União) e emenda de Campagnolo.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade