Alerta: Governo Trump discute sanções contra Alcolumbre e Hugo Motta - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Alerta: Governo Trump discute sanções contra Alcolumbre e Hugo Motta

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Por Redação

Câmara e Senado são criticados por barrarem impeachment de ministros e anistia a Bolsonaro

O governo de Donald Trump passou a discutir, nesta quarta-feira (23), a possibilidade de aplicar sanções contra os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), por condutas consideradas hostis à democracia e alinhadas à agenda do governo Lula.

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A Casa Branca decidiu aprofundar o mapeamento sobre os chefes do Legislativo brasileiro após constatar o bloqueio deliberado de Motta à votação do projeto de anistia aos réus e condenados por tentativa do suposto golpe de estado, o que impediria que Jair Bolsonaro fosse beneficiado. O texto, considerado prioridade pela oposição, continua travado pela presidência da Câmara.

“Washington vê com preocupação a atuação de parlamentares que estão bloqueando iniciativas legítimas e democráticas de reação a abusos do Judiciário. É uma omissão que pode custar caro”, disse ao Metrópoles uma fonte ligada ao Departamento de Estado.

Já Alcolumbre entrou na mira por se recusar a pautar qualquer pedido de impeachment contra ministros do STF, em especial Alexandre de Moraes, que já teve seu visto revogado pelos Estados Unidos. Nesta terça-feira (22), mais um pedido de afastamento do magistrado foi protocolado no Senado, mas Alcolumbre reafirmou a aliados que não pretende colocar o tema em votação.

Tanto Motta quanto Alcolumbre são filiados a partidos do Centrão e mantêm alinhamento político com o presidente Lula, apesar de suas legendas se identificarem como centro-direita. A postura dos dois tem desagradado a base conservadora, que esperava reação institucional às medidas determinadas contra Bolsonaro.

Um dos movimentos mais criticados foi a decisão de Hugo Motta de impedir o funcionamento das comissões da Câmara durante o recesso parlamentar. A medida frustrou a oposição, que planejava suspender as férias para acelerar projetos em resposta às determinações do STF contra o ex-presidente, como o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.

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