Decisão pressiona governo Lula em meio a desgaste com o Congresso
A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (16), com 346 votos a favor e 97 contra, o regime de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que visa derrubar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) decretado pelo governo Lula em maio.
O acréscimo do IOF, anunciado em 22 de maio, gerou reação de empresários e parlamentares, o que forçou o governo a editar um novo decreto no dia 11 de junho, propondo medidas alternativas como a taxação de criptoativos, apostas esportivas e fundos agrícolas e imobiliários.
Agora, com a urgência aprovada, o texto que revoga o aumento do IOF pode ser votado diretamente no plenário, sem a necessidade de passar pelas comissões da Casa.
Mais cedo, em conversa com jornalistas, Motta disse que os deputados estão cada vez mais cansados de propostas que tentam alavancar a arrecadação apenas por meio de mais impostos, sem qualquer esforço para reduzir os gastos públicos.
“O governo está entendendo esta mensagem. Será simbólica pelo sentimento da Casa e vamos aguardar os próximos passos. A Câmara vai continuar defendendo o que é melhor para o Brasil”, afirmou.
Durante a fase de orientação de bancadas, o líder do PL na Câmara Sóstenes Cavalcante (RJ) citou o crescente número de criação de impostos durante o governo Lula e votou a favor do PDL.
”É um imposto a cada 37 dias. É uma vergonha esse desgoverno. Nós, com muito louvor, em nome dos pagadores de impostos, em nome da história do Partido Liberal, que queremos um Estado que não fique no cangote do povo brasileiro cobrando impostos, nós votaremos esse regime de urgência com muito louvor e com muita alegria”.

