Jair Bolsonaro deixou o Hospital DF Star, em Brasília, nesta quinta-feira (1º), após quase 10 dias internado em função de uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral e de procedimentos médicos para tratar das crises persistentes de soluço.
Com a negativa de Alexandre de Moraes de permitir o regime domiciliar, o ex-presidente retornou para a Superintendência da Polícia Federal, na capital federal, no início da noite.
A equipe médica de Bolsonaro solicitou equipamento CPAP, para ajudar a reduzir a apneia do sono e melhorar a respiração durante a noite — recomendação que integra o conjunto de cuidados defendidos no relatório clínico.
Em decisão proferida na manhã de hoje, Moraes afirmou que “não houve agravamento da situação de saúde de JAIR MESSIAS BOLSONARO, mas sim quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”.
O ministro do Supremo alegou que todas as prescrições médicas indicadas pelos advogados podem ser cumpridas na Superintendência da PF em Brasília, onde Bolsonaro cumpre condenação pelo caso da “trama golpista”, com acesso médico 24h por dia.
Nas redes, Carlos Bolsonaro (PL-RJ) disse que “qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada” a Moraes. “Mesmo diante de todas as condições de saúde expostas nos últimos dias e precedentes apresentados pelos advogados.”
