Jornais, sites e TVs espalharam desinformação neste fim de semana, alegando que a oposição rachou após o anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. A CNN, por exemplo, passou o dia falando em “fragmentação e ruptura” na oposição, o Poder360 reinterpretou postagens de governadores para bancar a tese; e o Metrópoles tirou conclusões sem sentido de uma postagem de Antonio de Rueda, do União Brasil, como uma crítica ao filho 01 de Jair Bolsonaro. Os demais jornais foram daí para pior.
Mas quais são os fatos?
A realidade é que não houve qualquer fragmentação ou ruptura. Ronaldo Caiado disse que é preciso respeitar a candidatura de Flávio Bolsonaro e apenas reiterou que seguirá pré-candidato, como seria mesmo que o nome de Bolsonaro fosse Tarcísio. Da mesma forma, Romeu Zema afirmou que “faz todo o sentido o Flávio apresentar seu nome à Presidência”. “É justo e democrático”. Lembrou que Jair Bolsonaro sempre viu com bons olhos “múltiplas candidaturas” de direita no primeiro turno e que manterá a sua, como previsto.
Governadores que não pretendem concorrer ao Planalto, como Jorginho Mello e Cláudio Castro, comemoraram e declaram apoio a Flávio Bolsonaro. O catarinense classificou o 01 de “grande brasileiro, homem equilibrado e capaz de unir nossa direita como o seu pai foi capaz”. “Ele é do meu partido, meu amigo, senador pelo RJ e a gente fica feliz de o PL ter tomado um direcionamento”, disse, por sua vez, o governador fluminense.
Até Ratinho Jr, do PSD de Kassab, falou em “fazer parte de um time”. “Pode ser como ator principal, pode ser construindo uma aliança, pode ser estando junto com bons nomes, como o próprio Zema, o Eduardo, o Caiado e tantos outros que já foram apresentados; o próprio Tarcísio; agora tem o Flávio também, que se posicionou como candidato”, afirmou.
Rueda tampouco criticou a candidatura do 01. Disse que “os últimos acontecimentos apenas reforçam o que sempre defendemos: em 2026, não será a polarização que construirá o futuro, mas a capacidade de unir forças em torno de um projeto sério, responsável e voltado para os reais interesses do povo brasileiro”. “Nosso caminho não é o do confronto estéril, mas o da construção.” Na prática, não mudou uma vírgula do que já vinha defendendo.
Fake news, portanto.
